Piedade Videira prepara projeto para
espetáculos internacionais em Macapá

A dançarina amapaense Piedade Lino Videira, 30, prepara um projeto artístico-cultural que pretende encaminhar a Fundecap, com o objetivo de sensibilizar a instituição a realizar espetáculos internacionais de dança no Amapá. A dançarina garantiu que se realizado, tal espetáculo projetará o Estado no cenário mundial da dança.

Piedade Videira esteve recentemente em Marseille, na França representando o Amapá na 2ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE MANGROVE, DENOMINADO FESTIVAL DAS ARTES DO CARIBE, DO PACIFICO E DO OCEANO INDICO. Segundo ela, vários dançarinos de renome internacional demonstraram interesse em vir para o Amapá com dois objetivos: primeiro mostrar o talento da dança internacional e segundo para profissionalizar os adeptos da dança no Estado. “Os dançarinos do Amapá ganhariam muito se fossem capacitados por profissionais desse now-hall”.

A dançaria espera com o projeto, garantir que o Governo do Estado do Amapá realize pelo menos uma vez a cada ano um Festival de Dança que permita, tanto a divulgação dos talentos locais, quanto à vinda de gente renomada para o Estado. “Buscarei apoio do Estado porque acredito na nova proposta de política cultural que a Fundecap promete adotar ”.

A ida de Piedade Videira até a França para mostrar o talento da dança amapaense se deu através de uma parceria existente entre a Companhia de Dança Afro Baraká (Amapá) e a Companhia Julie Adami (Guiana Francesa). Piedade diz que a parceria se consolidou em 2001, época em que cerca de 100 artistas do Amapá participaram da I SEMANA DA CULTURA AMAPAENSE, em Caiena. Em 2002, o Amapá sediou a I SEMANA DE CULTURA GUIANENSE.

‘’Os dançarinos renomados interessados em vir ao Amapá são provenientes de Guadalupe, Martinica e França”.

ESPETÁCULO- Piedade frisou que durante o Festival de Mangrove, em Marseille, o Amapá teve a oportunidade de apresentar o espetáculo denominado “Jolia”, extraído do livro de contos do escritor guianense Michael Lohier. A dançarina, que é co-autora e protagonista de “Jolia”, sintetizou o espetáculo: “Em cinco quadros coreográficos, a personagem “Jolia”, mulher entrepida e ativa nos proporciona uma viagem dentro do seu cotidiano e do seu dia-a-dia...”

A jovem coreógrafa Piedade Videira e a renomada coreógrafa Julie Adami fazem um bom casamento entre a dança contemporânea e a dança tradicional guianense. Uma criação interessante que evidencia uma grande cumplicidade entre os percussionistas (músicos) e os tambores rústicos da arte guianense. A dançarina Piedade Videira, também é policial militar, com pós-graduação em psicopedagogia e sócio-fundadora do Instituto de Mulheres Negras do Amapá (Imena).

Edy Wilson da Silva


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Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.