Intelectuais do PT alertam
para a
responsabilidade histórica


Intelectuais do PT comandaram ontem ato na Universidade de São Paulo contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Lula. Além da manifestação das discordâncias, o encontro se transformou em desabafo de aliados antigos do presidente Lula. "Temos responsabilidade histórica de impedir o colapso, o fracasso e a guinada para a direita do governo de esquerda que está lá porque nós o construímos", discursou a filósofa Marilena Chauí.

Penso que o PT de São Paulo tomou - literalmente - o governo de assalto. E nós, que ajudamos a construir este partido e empenhamos nossa vida neste projeto, vamos ficar parados?

Apesar da fonte - Revista Veja, de 4/6/03 - vale a pena conferir a matéria abaixo. Ainda que legais, penso que as contratações são imorais, e vão de encontro aos ideais que sempre defendemos.

Parafraseando Orwell, agora existem as companheiras "mais iguais".

Sds,

Rudinei S. Marques

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Cota das companheiras
Esposas de astros do PT mudam-se
para Brasília e já têm até emprego público

Alexandre Oltramari

Maria Rita Garcia
Cônjuge: José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil
Profissão: socióloga
Cargo: assessora da presidência da Escola Nacional de Administração Pública
Nomeação: março de 2003
Salário: 7 000 reais

Márcia Milanésio Cunha
Cônjuge: João Paulo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados
Profissão: jornalista
Cargo: assessora da presidência do Serviço Social da Indústria (Sesi)
Nomeação: março de 2003
Salário: 6 000 reais

Sonia Lourdes Rodrigues Berzoini
Cônjuge: Ricardo Berzoini, ministro da Previdência
Profissão: bancária aposentada
Cargo: assessora no gabinete do deputado Paulo Bernardo (PT-PR)
Nomeação: maio de 2003
Salário: Não informa

Margareth Rose Silva Palocci
Cônjuge: Antonio Palocci, ministro da Fazenda
Profissão: médica sanitarista
Cargo: assessora da presidência da Fundação Nacional de Saúde
Nomeação: fevereiro de 2003
Salário: 4 850 reais

Margareth, mulher do ministro Antonio Palocci, da Fazenda, uniu o útil ao agradável: está ao lado do maridão, mora numa bela residência às margens do Lago Paranoá, a mesma que era ocupada pelo ministro Pedro Malan, e ainda obteve um tremendo aumento salarial. Em meados do ano passado, Margareth, médica sanitarista, fez concurso para trabalhar na prefeitura de Ribeirão Preto, então comandada pelo marido. Havia só uma vaga. Ela tirou o primeiro lugar. Passou a ganhar 1.120 reais. Agora, contratada como assessora da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), recebe 4.850 reais mensais - um aumentinho de mais de 300%. Precavida, Margareth conseguiu o emprego na capital federal e só depois, ou oito dias depois, é que se desligou da prefeitura de Ribeirão. Maria Rita, mulher do ministro da Casa Civil, José Dirceu, também aumentou a renda. Socióloga, concursada do governo paulista há 27 anos, Maria Rita ganhava 5.189 reais. Agora, como assessora da presidência da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), órgão do Ministério do Planejamento, recebe 7.000 reais por mês.


Brasília tem sido uma bênção para algumas companheiras. Há quatro anos, Sonia, esposa do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, aposentou-se no Banco do Brasil, aproveitando um plano que estimulava a demissão, o chamado PDV. Morando em São Paulo, tentou a sorte com uma pequena empresa, não teve sucesso e resolveu dedicar-se ao lar, ganhando a aposentadoria do BB. Ao se mudar para a capital federal, as coisas melhoraram. Foi contratada pela deputada Selma Schons, do PT do Paraná, por 3.500 reais, para prestar assessoria. Mas já trocou de emprego. "A companheira Sonia achava que teria tempo disponível para trabalhar aqui, mas descobriu que não tinha", diz a deputada. "Aí, a gente decidiu que ela iria para um gabinete em que não precisasse trabalhar em tempo integral." Sonia, hoje, trabalha no gabinete do deputado Paulo Bernardo, do PT paranaense, que não inform a quanto paga à mulher do ministro, nem o tamanho do expediente que ela cumpre.


A busca por um batente público em Brasília não é só das mulheres de ministros. Há outras autoridades petistas cujas companheiras estiveram nessa batalha. Márcia, esposa do presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, trocou São Paulo por Brasília há três meses. Jornalista, era assessora da Associação Paulista de Supermercados (Apas) e, agora, auxilia Jair Meneguelli, que preside o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi). Embora seja privado, o Sesi é mantido com dinheiro do governo federal, e Meneguelli foi uma indicação do presidente Lula. A mudança de Márcia, porém, trouxe-lhe a proximidade do marido, mas nenhuma vantagem salarial. Ganhava 6.000 reais em São Paulo e mantém a remuneração em Brasília. O notável, no caso das companheiras petistas, é que não há um único caso de nepotismo, situação em que um chefe emprega, sob seu comando, p arentes até terceiro grau. Como está tudo dentro da lei, fica difícil entender por que nenhuma dessas companheiras quis falar a VEJA sobre seu emprego na Brasília petista. (Correio Braziliense)



Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.