Ministro assina protocolo de
intenções e diz que
Segurança Pública é caótica.

O Governo do Estado do Amapá e o Ministério da Justiça assinaram protocolo de intenções, visando resolver os problemas identificados como focos da criminalidade. Além disso, o governo firmou protocolo de intenções com o Ministério Público do Estado do Amapá para fins de atuação conjunta nas atividades de prevenção e combate às organizações criminosas.Os protocolos foram assinados na presença do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que garantiu apoio integral às ações implementadas pelo governo na área da segurança pública.

O protocolo de intenções assinado pelo governador Waldez Góes, ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, secretário nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Bento de Mello Soares e pelo secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública Éder Geraldo de Abreu tem o propósito de valorizar as polícias e os policiais, qualificando-os continuamente, levando-os a recuperar a confiança da sociedade, reduzindo o risco de vida a que estão submetidos. Outros objetivos são: ampliar a eficiência policial, aplicar com rigor e equilíbrio as leis no sistema penitenciário nacional, respeitando os direitos dos apenados e eliminando suas relações com o crime organizado.

O documento cria o Gabinete de Gestão Integrada da Segurança Pública, que coordenará no Estado o Sistema Único de Segurança Pública. O gabinete será composto pelos titulares dos órgãos do Sistema de Justiça Criminal, nos níveis Federal (representante da Senasp, Superintendentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal) e estadual (Secretário de Estado da Segurança Pública e, a seu critério, o chefe de Polícia, comandante geral da Polícia Militar e demais dirigentes dos órgãos subordinados a Sejusp). O Gabinete, órgão deliberativo e executivo, preservará plenamente a autonomia e a identidade dos órgãos integrantes e não estabelecerá qualquer relação de hierarquia entre eles. As decisões do Gabinete serão tomadas por consenso.

À Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública caberá a Secretaria Executiva do Gabinete, a qual será responsável pela articulação de seus membros e organização das atividades e ele relacionadas.

O protocolo de intenções assinado pelo chefe do executivo amapaense e pelo Procurador Geral de Justiça, Jair Quintas, tem por finalidade a implementação de atuação e ações conjuntas no combate às organizações criminosas, nas áreas da ordem tributária, do consumidor, do tráfico de drogas e da criminalidade, envolvendo agentes públicos, bem como as demais atribuições cometidas aos Promotores de Justiça de Macapá e das comarcas do interior do Estado com atuação no combate as organizações criminosas, levadas a efeito pelo Ministério Público, com cooperação investigatória e operacional do Poder Executivo, especialmente da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública por meio do Sistema Integrado de Segurança Pública - Sisp, contando, ainda, com a colaboração técnica de outras secretarias de Estado ou órgãos.

Em seu pronunciamento, o secretário Nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Bento de Mello Soares afirmou que as atividades de segurança pública no presente deverão estar concentradas e articuladas, e não mais atuando de forma isolada. Salientou que o Amapá é hoje um exemplo de esforço e de integração, e que outras unidades federativas muito tem a aprender com o sucesso da experiência exercitada atualmente na região.

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz, externou primeiramente o desejo e a mensagem de mudança e de transformação do governo federal. Enfatizou que a situação encontrada nos serviços de segurança pública, em nível nacional, é crítico e caótico. Comentou sobre a situação social e a exclusão social dos menos favorecidos no Brasil, na sua opinião, um triste cenário e um grande desafio, uma espécie de aparthaid social que deve ser combatido. Reiterou sua determinação de combater com rigor o crime organizado, da necessidade de reformulação da legislação vigente e da vital importância de reequipagem da Polícia Federal, assim como a vigilância e o combate ininterrupto a lavagem de dinheiro, mal maior e causa final do crime organizado. Falou da fundamental importância de integração e comunicação entre o Banco do Brasil, Polícia Federal, Receita Federal e Justiça Federal, para o cruzamento de informações, no combate ao crime organizado e a lavagem de dinheiro. Finalizou afirmando que “não podemos perder. Vamos ganhar esta guerra” .

O governador Waldez Góes testemunhou o empenho do governo federal no trato das questões e necessidades dos Estados da região Norte, especificamente o Amapá. Falou que o tema segurança pública é hoje um desafio para todo o País. Elogiou a atuação firme do ministro da Justiça Márcio Thomaz, que vem percorrendo todo o território nacional, discutindo a questão da segurança pública, da integração dos órgãos de polícia e fiscalização tributária. Reiterou mais uma vez que “sem parceria, não podemos avançar”. Lembrou que os Estados de fronteira, como o Amapá, devem merecer uma melhor visualização de parte do governo federal, em função de suas peculiariedades, posicionamento geográfico e estratégico, e do fato inédito de 11 ministros de Estado visitarem a região, com resultados satisfatórios. Não esqueceu de lembrar o fato de que pela 6ª vez, o ministro Márcio Thomaz visita o Estado, conhecedor da realidade amapaense.

Wellington Silva

 

 


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Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.