Vítimas do trabalho escravo no Pará
são assistidas pelo Governo em Macapá.

Aproveitando a prisão de seus patrões, acusados de escravizar trabalhadores, assaltar, matar e roubar ao longo do rio Amazonas, cerca de oitenta pessoas, sendo cinqüenta adultos e trinta crianças conseguiram escapar, e chegaram a Macapá sem as mínimas condições de sobrevivência, sendo acolhidas pela Secretaria do Trabalho e Cidadania - Setraci, no Centro de Convivência Asa Aberta. As pessoas são oriundas de uma "colocação"chamada “Bom Samaritano”, onde eram empregadas.

O empreendimento, uma pequena fábrica de palmito, localizado no município de Afuá (Furo dos Porcos), de propriedade de Manoel José Carvalho, mais conhecido como “Mimo Carvalho”, vinha cometendo uma série de arbitrariedades, atos ilegais e totalmente contrários aos direitos humanos e trabalhistas.

Atualmente em liberdade, preso pela Polícia Federal, após denúncia e flagrante, “Mimo Carvalho” sente-se ofendido, e promete processar as autoridades constituídas bem como os denunciantes, vítimas dele.

Dos diversos depoimentos coletados, vários chamam a atenção pelo abuso, exploração desmedida de famílias, inclusive de crianças e adolescentes.

O trabalhador Genival Primavera de Souza, por exemplo, pai de família, desde julho do ano 2000 nunca recebeu salário, férias, 13º salário e sequer hora-extra. Declarou o trabalhador que durante todos estes anos, recebeu somente cem reais no início de suas atividades, e nada mais.

O caso do trabalhador Domingos de Jesus Farias da Silva, também chefe de família com crianças pequenas e de colo ainda sendo amamentadas pela mãe, trabalhou oito anos em atividade diuturna, nunca tendo recebido nenhum centavo, hora-extra, férias ou 13º salário. Revelou o trabalhador que “Mimo Carvalho” ainda cobrou-lhe uma dívida de 300 reais de mantimentos para a família, que estava passando sérias necessidades. Sua esposa, Maria Helena Souza Silva, meses atrás de parto recente, narrou que mesmo tendo que amamentar sua criança era obrigada a trabalhar para aumentar a produção.

Os trabalhadores com suas famílias, ainda muito amedrontados e assustados, mesmo tendo a proteção e os cuidados da secretária Anésia Nunes e auxiliares, no Centro de Convivência Asa Aberta, sentem-se temerosos de represálias de parte de Manoel José Carvalho e de seus funcionários. Pelo fato de “Mimo Carvalho” ter sido considerado um homem poderoso, a titular da Setraci pediu proteção policial 24 horas para as famílias, até que cada uma seja devidamente encaminhada para seu local de origem.

Além de alimentos, roupas, mantimentos e brinquedos, Anésia Nunes providenciou imediatamente uma televisão para as crianças e familiares, “de muito totalmente alienadas da sociedade, dos fatos, acontecimentos, descobertas, de tudo e de todos”.

Wllington Silva


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.