Presidente do Sindjor retorna de Congresso Nacional

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá (Sindjor-AP), jornalista Volney Oliveira, retornou a Macapá nesta segunda-feira, 10, depois de participar do XXXI Congresso Nacional dos Jornalistas, ocorrido em João Pessoa, na Paraíba. Além do presidente, mais três jornalistas compuseram a delegação amapaense: Emeson Renon, Jailson Santos e Raimundo Pery.

Durante os cinco dias do evento, foram realizadas palestras, oficinas e discussões importantes sobre a profissão, além da posse da nova diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), presidida pelo catarinense Sérgio Murillo de Andrade. Entre os palestrantes estavam profissionais renomados como Francisco José e Eduardo Faustino, da Rede Globo, e o professor de Jornalismo Nilson Lages. Entre os temas abordados estavam a produção regional, ética, tradição e novas tecnologias e muitos outros.

As oficinas ministradas foram de Fotojornalismo, Cinejornalismo, Programação Visual e Ilustração, Assessoria de Comunicação, Edição em Televisão, Produção e Conteúdo Alternativo para Rádio e A Voz no Rádio e na TV. O evento aconteceu no Hotel Tropical Tambaú e em pontos históricos de João Pessoa.

O maior destaque do congresso foi o anúncio da assinatura pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao texto do Projeto de Lei que cria o
Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Jornalismo. "A euforia tomou conta dos participantes, que aplaudiram de pé o secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, jornalista Ricardo Kotscho, representante do presidente no evento", relata o presidente do Sindjor Volney Oliveira, acrescentando que o anúncio representa a realização de um sonho antigo da categoria.

Para serem instalados, os conselhos ainda precisam passar pela aprovação do Congresso Nacional. Volney é favorável a criação dos conselhos que, segundo ele, vêm para regulamentar à profissão de jornalista. "Os conselhos não serão instrumentos de censura que vai cercear a liberdade de expressão. Está havendo uma má interpretação da proposta. Os conselhos vão garantir justamente a livre informação", analisa.

O presidente dos jornalistas do Amapá observa ainda que a idéia é trazer para os jornalistas a responsabilidade pela organização, fiscalização, acompanhamento e zelo pelos princípios da ética no exercício profissional, hoje sob a responsabilidade do Ministério do Trabalho. "Se profissionais de outras áreas têm seus conselhos, por que os jornalistas não podem ter o seu?

Faremos lobby junto à bancada federal para conseguirmos a aprovação do projeto, envolvendo nesse processo também a sociedade", esclareceu.

Durante o congresso, Volney conseguiu ainda apoio das delegações dos outros Estados da Região Norte à proposta de instalação do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade Federal do Amapá (Unifap). O Amapá é o único Estado brasileiro que não possui o curso em universidade pública. A bancada do norte conseguiu aprovar uma emenda à proposta da Fenaj que trata sobre a Formação e Educação, garantido apoio para instalação do curso nas universidades públicas onde o mesmo não existe e ações emergenciais para a melhoria na qualidade do ensino de jornalismo em todo o País. Para Volney, o próximo passo agora é garantir o apoio da bancada federal do Amapá para viabilizar vagas visando à contratação de professores para a Unifap. "A universidade já tem parte da estrutura física montada para o funcionamento do curso. Falta apenas o corpo docente, pelo qual vamos lutar para conseguir", garantiu.

Outro ponto positivo do Congresso para o Amapá foi a confirmação da realização de um evento da Fenaj no Estado. Em setembro do ano que vem o Amapá sediará o I Encontro de Jornalistas de Imagem da Região Norte. Além disso, outros fóruns também já estão confirmados para o Estado.

O Presidente dos jornalistas do Amapá conta que além do conhecimento adquirido no Congresso, a ida ao evento serviu também para estreitar o relacionamento entre a entidade sindical amapaense e as demais, além de maior aproximação com a Federação Nacional. O presidente empossado Sergio Murillo ratificou o apoio incondicional aos profissionais que atuam no Amapá, promessa feita durante a visita dele em campanha.

Gabriel Penha - Assessor de Imprensa do Sindjor-AP


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.