QUEM VÊ A CARA NÃO VÊ A DIGNIDADE

Caro Correa Neto, a propósito de alguns artigos publicados em seu “site” idealizados e repassados por ex-dirigentes e ex-filiados do PCB/AP e até assinados por codinomes que nada tem a ver com a sordidez de quem se esconde covardemente nessas supostas assinaturas, temos a informar o seguinte:

O PCB no Amapá é hoje um partido preocupado em resgatar o tempo perdido com ações distintas daquelas emanadas das suas resoluções, tempo em que o Partido era comandado por uma direção - tendo a frente Joelson Pantaleão - nutrida por omissões, hipocrisia e mediocridade que ensejavam via de regra reprováveis articulações veladas pelos bastidores, que culminavam em negociações alheias aos interesses do Partido como um todo.

Por ser oportuno, é evidente que por um determinado tempo enquanto estiveram no PCB, é bom que não se esqueça, Leury e Eury, também potencializaram comportamentos personalistas e escusos, os mesmos havidos quando por outros partidos passaram. Queriam ter o Partido como sua propriedade. Se desfiliaram do Partido, mas, continuam agenciando bem de perto.

A sanha era tamanha que jogaram na vala comum princípios internos inalienáveis. A imprensa noticiou fartamente, à época, declaração de Leury Farias, que através de um segundo impetrante tentou de maneira sorrateira e desavergonhada junto a Justiça Eleitoral, tirar para si o mandato de Deputado Estadual do PCB ganho e exercido legitimamente por Jorge Souza, mas foi ridicularizado junto a opinião pública, pois não prosperou a farsa montada.

Sem conseguir seu intento e atendendo um impulso nômade que lhe é peculiar Leury Farias deixou o PCB para se filiar em outro partido. Alias que essa prática tem sido uma rotina em sua vida política. No intervalo dos últimos quatro anos, de 2003 a 2007, ele pertenceu a quatro distintos partidos: era do PSB, daí mudou-se para o PCdoB, do PCdoB passou para o PCB e agora ele largou o PCB indo para o PMDB. Qual a contribuição que ele deixou nesses partidos? Nenhuma, já que usa os Partidos para se eleger a qualquer custo e depois vira as costas abandonando-os. O PCB foi a vítima mais recente.

Voltando ao ex-Presidente Joelson, e na esteira de tais condutas flagrantemente descompromissadas com o PCB, por ocasião de pleitos eleitorais, das coligações firmadas não se tinha conhecimento prévio. Tudo era tratado na surdina. Quando se via já estava tudo consumado. Isso deu motivo tantas vezes para que a opinião pública taxasse o PCB/AP como um partido de aluguel. Será que a história do PCB merece ser maculada por esse tipo de conceito, ensejado por quem nele se apegou para consumar suas conveniências pessoais? O PCB não tem dono e a essa cadeia de desmando e lodo foi dado um basta.

Hoje o PCB voltou a ser o que a história lhe outorgou, segue agora apartado de exclusivismo, de centralismo fisiologista, decide democraticamente, levando em conta a diversidade de opiniões e pensamentos. Quem não concorda com esses princípios não merece estar no PCB.

Caro Correa, quem saiu ou está saindo do Partido tentou fabricar novamente noticia facciosa sobre possíveis graus de parentesco de dirigentes atuais do PCB/AP com o parlamentar que representa o mandato pelo Partido no Amapá. Érica não é prima, Marcio não é primo, Ocimar não é cunhado de quem eles disseram ser. Quanto ao camarada Nelson, a Executiva Nacional do PCB lhe convidou e tem lhe dado todo o respaldo como Presidente atual do PCB no Amapá, por reconhecer os seus próprios méritos. Ele é filiado ao PCB a anos; é Primeiro Suplente de Vereador de Macapá pelo PCB; foi militante estudantil; atua nos movimentos sociais; é sociólogo e educador com formação marxista, dentre os vários componentes que lhe credenciam a ser um grande colaborador do PCB no Amapá.

Em lógica inversa, na direção anterior do PCB/AP, figuravam como fictícios dirigentes algumas pessoas inocentes que eram manipuladas pelo ex-presidente Joelson e seus comparsas, as quais nunca se viu, prestavam-se apenas para emprestar a sua assinatura em documentos e só, haviam outros, que eram os seus parentes comprovados: Joilson Pantaleão é seu irmão, Dyane Costa é sua filha e Daniel Frazão é seu filho, respectivamente ex-membro, ex-tesoureira e ex-membro do ex-diretório PCB/AP.

Nada contra se fossem filiados e dirigentes atuantes, mas não passavam de meras figuras decorativas, a se beneficiar nominalmente(os dois primeiros)somente de repasses financeiros que o Partido tem direito; a compor maioria por conveniência nas reuniões se fosse preciso; e para cumprir mera exigência burocrático-cartorial.

As aberrações eram tamanhas que, não se via prestação de contas daquilo que o Partido arrecadava, contrariando o estatuto. Na verdade o PCB no Amapá se restringia a uma pasta que era usada em baixo do braço do ex-presidente Joelson, que se abria somente por ocasião dos pleitos eleitorais para as “negociações”.

Isso é um pouco da falta de dignidade, dos desmandos e descaminhos da presidência anterior do PCB/AP e seus comparsas e, a isso nos limitaremos, em zelo a esse site democrático e a seus leitores que merecem debates verdadeiramente produtivos para o desenvolvimento do Amapá e sua gente, e não produções desqualificadas a exemplo do que descrevemos anteriormente.

O PCB/AP está a disposição e desejoso de ajudar a construir discussões relevantes para o Amapá.

Para finalizar, bem que poderíamos assinar essa matéria com o codinome: Leuri Lamarca ou Joel Guevara ou Rosa Prestes ou Maria Luxemburgo, mas como não somos de nos travestir em codinomes assinaremos em nosso próprio nome.

Simplesmente, Francione Dantas - Dirigente do PCB/AP.