Eleição do Conselho Tutelar de Macapá

O Promotor de Justiça Mauro Guilherme Couto anunciou que vai ajuizar Ação Civil Pública para suspender a eleição dos membros do Conselho Tutelar de Macapá.

Segundo o representante do Ministério Público responsável pelo caso, ele se afastou do julgamento dos candidatos acusados, ocorrido na semana passada, por entender que, apesar das provas sobre as irregularidades, os candidatos denunciados estavam sendo absolvidos.

"Todas as infrações foram registradas em vídeo e fotografadas, inclusive transporte de eleitores com a compra de voto. Conseguimos flagrar o parente de uma candidata com o valor de 600 reais em notas de R$ 10,00 e R$ 5,00 reais", declarou o Promotor.

Além da Ação Civil Pública, o Promotor de Justiça anunciou que vai dar entrada a um pedido de liminar para prorrogar o mandato dos atuais conselheiros até um novo julgamento.

"Membros da Comissão que estavam fazendo parte do julgamento dos candidatos acusados da prática de irregularidades são ligados a alguns dos envolvidos por grau de parentesco", disse Mauro Couto.

Ainda segundo o representante do MPEA, um novo julgamento dos acusados deve ocorrer antes do final do ano. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente já foi comunicado a respeito das irregularidades detectadas pelo Ministério Público Estadual no processo eleitoral do Conselho Tutelar.

"Não podemos permitir que o Conselho Tutelar seja transformado em trampolim político; quem se candidatar tem que ser pela causa da criança e do adolescente e não visando se promover para candidaturas a pleito municipal, estadual ou federal", finalizou o Promotor.