ELEIÇÃO PARA CONSELHEIRO TUTELAR DE MACAPÁ

A Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Macapá ingressou na última sexta-feira (21) com Ação Civil Pública visando anular a eleição para Conselheiro Tutelar de Macapá.
Segundo o Promotor Mauro Guilherme, a eleição foi viciada por diversas infrações à lei eleitoral, entre elas o transporte irregular de eleitores por cerca de oitenta por cento dos candidatos vencedores, a presença de parentes do candidato João Bosco Ribeiro Pimentel, irmão do prefeito, de pessoas estranhas ao Conselho Municipal de Direitos a Criança e do Adolescente na
Comissão Eleitoral, e indícios de uso de carros ligados a Prefeitura de Macapá no transporte irregular de eleitores.

A Ação foi impetrada junto à Vara da Infância e Juventude de Macapá, que tem como titular o juíz César Augusto Souza Pereira, que terá de analisar o pedido de liminar de suspensão da posse dos eleitores até o dia 28 de dezembro, já que a posse dos candidatos vencedores da eleição está marcada para o dia 1º de janeiro de 2008.

Na Ação Civil Pública o Promotor de Justiça citou a seguinte frase de Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

O promotor de justiça falou que "está focado na luta por eleições transparentes do Conselho Tutelar e que realmente manifestem a vontade do eleitorado, não deixando que ninguém utilize de meios ilegais para vencê-las".