"Governo ainda não tem uma política indigenista efetiva", afirma Janete

"Nesta Casa, não devemos falar de índio apenas na Semana do Índio, em abril, mas todos os dias do ano. É preciso reconhecer, valorizar, preservar a identidade étnica específica dos diferentes povos indígenas, compreender suas línguas e suas formas tradicionais de organização social, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais do nosso País". A afirmação foi feita pela deputada Janete Capiberibe, do plenário da Câmara, nesta sexta-feira, 12/12.

De acordo com Janete, em abril, na Câmara dos Deputados, foi criada a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas e iniciou-se assim, um trabalho junto ao Governo, subsidiando-o, pro emio do Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, inclusive com uma proposta indigenista para ser implantada a fim de que fossem criadas políticas públicas para os povos indígenas na área da saúde, educação, sustentabilidade dos povos, demarcação de terras, manutenção e o resgate de suas culturas, respeitando a sua diversidade mas, segundo a parlamentar, "infelizmente reconhecemos a falta de respostas efetivas do Governo para garantir a integridade dos índios".

Hoje, vivem no Brasil apenas cerca de 345 mil índios dos quase sete milhões que existiam à época da chegada dos europeus no nosso País, distribuídos entre aproximadamente 215 sociedades, o que corresponde a 0,2% da população brasileira atual. Além desses, há entre 100 e 190 mil vivendo fora de suas terras, inclusive, em áreas urbanas. Existe ainda, indícios da existência de mais ou menos 53 grupos ainda não contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.

Janete salientou que a Constituição brasileira, de 1988, assegurou aos povos indígenas o respeito à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e reconheceu o direito originário sobre as terras que tradicionalmente ocupam. "Essas foram conquistas importantes para a defesa dos direitos dos índios que vivem no Brasil. Apesar da lei, aconteceram poucas mudanças no sentido de melhorar suas vidas" afirmou a deputada. "É preciso mudar conceitos e atitudes e executar políticas que levem em consideração os conhecimentos indígenas e o respeito à diversidade, bem como a responsabilidade do índios como principais atores desse processo. E esse papel o Governo do Brasil tem a responsabilidade de cumprir. É preciso mudança para melhor. Os índios querem dignidade, respeito e cidadania", finalizou a parlamentar.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.