Lacen participa de coorperação
técnico-científica entre
instituições da região Amazônica

O Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen) é o mais novo integrante do “Acordo Multilateral de Cooperação entre Instituições da Amazônia”. A iniciativa nasceu durante a realização da Oficina de Trabalho de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde Pública na Região Amazônica, ocorrida em Belém (PA), no período de 08 a 09 de outubro de 2003.

Na ocasião foi assinado um Acordo de Pesquisa em Saúde entre várias instituições da região, entre elas o Museu Emílio Goeldi e o Intituto Evandro Chagas, do Pará, as universidades federais do Pará e do Amazonas, o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), o Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia e o Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Dante, de Manaus, vinculado à Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O objetivo principal da iniciativa da cooperação técnico-científica é o desenvolvimento de programas, projetos e atividades no campo da investigação conjunta para melhor conhecer as realidades sócio-sanitárias e epidemiológicas da Amazônia e as respostas aos problemas encontrados pelo sistema de saúde e de vigilância epidemiológica.

“Na reunião de Belém, o Lacen participou apenas como ouvinte e durante o evento foi manifestado o interesse de participação efetiva do órgão no acordo de cooperação. A adesão ocorreu durante a reunião realizada na cidade de Porto Velho (RO), no período de 1 a 2 de dezembro passado”, explica o diretor do Núcleo de Planejamento do Lacen, Carlos Costa.

Para fazer parte das isntituições signatárias do Acordo Multilateral de Cooperação, o Laboratório de Saúde Pública teve que se adequar às exigências do Ministério da Saúde. Entre elas, ter recursos destinados à área da pesquisa — previsão orçamentária incluída no Plano Plurianual (PPA) do Governo do Estado —, ter o levantamento de dados e informações que podem ser compartilhadas com outras instituições parceiras, montar um grupo de pesquisa e o Comitê de Ética e Pesquisa (CEP).

“Para o Lacen não houve muita dificuldade em se fazer essa adequação, porque já possuimos uma legislação própria que nos dá competência para atuar na área de pesquisa. E como o trabalho será financiado pelo Ministério da Saúde, o Lacen terá mais um soporte financeiro para executar essa atividade, que precisará ser feita sempre em parceria com alguma das instituições que fazem parte do acordo”, esclarece.

Para Carlos Costa, a grande vantagem do Acordo Multilateral é que a capacitação dos profissionais da área, prevista no documento, será feita de forma que eles não se ausentem de seu Estado de origem e após o término do curso, permaneçam na região.

“Na reunião de Porto Velho, discutimos a necessidade de investimentos na área de mestrado e doutorado em saúde pública. Lá ficou acertado que a capacitação será custeada toda pelo Ministério da Saúde e os cursos serão itinerantes, ministrados nos próprios estados”, revela.

Com essa medida, afirma o diretor, evita-se que os profissionais que participarão dos cursos saiam do seu Estado para passar dois ou quatro anos fora. Isso só ocorrerá naqueles casos estritos em que o regulamento dos cursos exigirem disciplinas presenciais. Mesmo assim, eles serão dadas na própria região e em centros de excelências localizados em Belém ou Manaus.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.