Movelaria de Porto Grande exporta para Guiana Francesa

A encomenda de 600 portas destinada à empresa Willppe Construção abre perspectivas de novos negócios para o município.

Denyse Quintas


Movelaria I.C. Moraes, Porto Grande/AP.
Foto: JUAREZ OLIVEIRA

Numa iniciativa do próprio fabricante, da movelaria I. C. Moraes, do município de Porto Grande, Isaac Costa Moraes viajou até a Guiana Francesa para contactar a empresa do ramo de construção civil, Willppe Construção. O objetivo: fechar negócios do segmento madeireiro.

A I. C. Moraes é uma micro-empresa, fabricante de diversos produtos em madeira Angelim Pedra, entre eles, forros, móveis e portas. Este último despertou o interesse da Willppe Construção que solicitou o fornecimento de 600 portas.

Segundo o técnico do Sebrae, Juarez Oliveira, para a empresa amapaense atender as exigências da empresa estrangeira, foi necessário recorrer a consultoria que o Sebrae dispõe, em três momentos. "No primeiro, deter um preço real, no segundo, o contratual e no terceiro momento atender a qualidade de produção", disse o técnico Juarez.

A primeira remessa de portas em Angelim Pedra foi entregue em dezembro de 2004, via Oiapoque, passando por San Jorge, até às Guianas. A cada 30 dias, sai um fornecimento de 100 unidades prontas para a montagem, com selador e embaladas adequadamente para viagem.

Para atender a demanda da I. C. Moraes, que possuía quatro empregados, foram necessários mais oito, totalizando a geração de 12 empregos no município e um volume de negócios, que vai alcançar 90 mil reais. O Sebrae constatou que o negócio propicia várias condições favoráveis, entre elas, o pagamento para o fornecedor que é à vista. Porto Grande é o maior pólo madeireiro dessa espécie no Amapá. Está localizado a 102 km, da capital, Macapá.




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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.