Moveleiros amapaenses ampliam vendas no mercado local

O estreitamento das relações comerciais entre lojistas e fabricantes possibilita o aumento nas vendas de derivados da madeira no Amapá.


Durante o ano de 2004, o setor moveleiro do estado do Amapá comercializou a quantia de 400 mil reais em móveis no mercado varejista dos municípios de Macapá e Santana. O valor superou em aproximadamente 180 por cento os negócios realizados em 2003, quando alcançou cerca de 142 mil reais. Segundo o técnico, Juarez Oliveira, o crescimento das vendas é resultado da parceria entre o Sebrae no Amapá e o setor de madeira e móveis.

A meta para 2005 é gerar um milhão de reais em negócios com o mercado lojista local. O otimismo está relacionado a análise mercadológica que será feita na intenção de aumentar a produção e venda, tendo em vista a necessidade da população. "Nós vamos estender os trabalhos para a área da pesquisa, orientando o desenvolvimento de novos produtos de acordo com a necessidade do consumidor", informou, Juarez Oliveira.

A parceria surgiu em 2003, como conseqüência da realização do Encontro da Indústria e Comércio de Móveis do Amapá - Eicomap. Na oportunidade, o Sebrae, em parceria com o Governo do Estado e apoio da Agência de Cooperação do Governo Japonês (Jaica), trouxeram técnicos do Japão, especialistas em fabricação de móveis e design, para a melhor capacitação dos moveleiros do Amapá.

Atualmente, 20 empresas estão envolvidas no processo de desenvolvimento de produtos e análise de mercado. . "Nós acreditamos que, com uma intervenção mais intensiva, podemos chegar ao valor estimado para 2005", disse, Juarez Oliveira. O mesmo trabalho será realizado nos municípios de Laranjal do Jarí e Porto Grande.

Kleber Soares




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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.