Gabriel Lelis: A vida contada através de gestos


A pintura no rosto lembra aquele que foi o maior ator da história do cinema mundial na arte gestual, Charles Chaplin. Gabriel Lélis,
de 15 anos, segue o mesmo caminho do ídolo. Portador de necessidade auditiva mostra que para sorrir ou até mesmo se comunicar não precisa falar, basta um simples gesto. O jovem artista estará se apresentando mais uma vez no próximo dia 22 com o espetáculo "Tecnologia do Silêncio" no Teatro das Bacabeiras. Trata-se de uma peça surrealista, dirigida por Amadeu Lobato, que conta à história da evolução do feto, a descoberta da própria surdez, seu desenvolvimento e transformação proporcionados pela arte e a linguagem dos sinais.

Gabriel é o quarto filho do casal Manoel e Maria do Carmo. Ela conta que aos dois meses de gestação pegou o vírus de Rubéola. Foi informada pelos médicos dos riscos que corria o feto se levasse a gravidez até o fim e ainda assim resolveu correr o risco.
A aparência física normal e saudável com que a criança nasceu alegrou os pais. Mas nos primeiros anos encontraram dificuldades para entender seus sentimentos. Somente aos três, após um acompanhamento de pediatras, foi possível perceber que o aparelho auditivo não era normal. Gabriel era portador de surdez profunda.

A partir daí os pais resolveram coloca-lo em uma turma de alunos com a mesma necessidade. Na classe passou a se destacar pela forma como fazia os gestos e aos sete anos começou fazer dança.

No ano seguinte, Gabriel dar início a sua carreira artística com o
espetáculo "Luzes da Ribalta". A peça era uma homenagem ao maior fenômeno do cinema mudo, Charles Chaplin.

Carreira
A estréia com a peça "Luzes da Ribalta" aos 8 anos, abriu o caminho da arte para Gabriel. Hoje com seu próprio grupo Rafyart's Gabriel faz diversas apresentações pelo Estado com o espetáculo "Tecnologia do Silêncio".

O trabalho desenvolvido pelo jovem artista deve ganhar o incentivo do projeto empreendedor cultural, executado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). A medida é dar um maior suporte ao empreendimento e com isso melhorar a rentabilidade do ator, que atua com outros irmãos.

Apresentação
Em novembro do ano passado, Gabriel fez sua primeira aparição fora do Estado. O trabalho do ator amapaense despertou a atenção dos críticos paulistas, durante sua apresentação no Teatro Marília. Gabriel também se destacou na oficina de teatro realizada em São Paulo.



Serviço:
Sebrae no Amapá: (96) 214-1435
Maria do Carmo: (96) 3084-0154/9112-0920


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.