Governo do Acre negocia instalação
de fábrica de remédio
Fonte: O Rio Branco


Presidente da Labiofam, cubano José Antônio Fraga Castro, participa de reunião com técnicos do governo. Missão acreana vai a Cuba concluir negociação.

O governo do Acre negocia junto com o laboratório cubano Labiofam, que tem como presidente o sobrinho de Fidel Castro, José Antônio Fraga Castro, a instalação de uma indústria de remédio no Estado. A idéia, segundo o representante do Laboratório, é produzir um medicamento, o glicelef, para combater a malária na região Amazônia e também em todo o país.

Fraga Castro diz que o produto é biodegradável, anticancerígeno e que não agride ao meio ambiente e tampouco faz mal à saúde. Segundo ele, o medicamento acaba com 100% dos casos de malária. Atualmente, 2 milhões de pessoas morrem por ano no mundo em decorrência da doença.

A instalação da fábrica está em processo de negociação e seu custo ficará, segundo Fraga Castro, em torno de US$ 6 milhões. O secretário Gilberto Siqueira (Planejamento) diz que empresários podem participar do negócio, que terá capital misto (brasileiro e cubano). Caso nenhum empresário venha a se interessar, explica Siqueira, o governo acreano irá bancar parte dos investimentos através da Agência de Negócios do Acre (Anac).

Há quatro anos, a Labiofam havia negociado a venda do produto com o governo do Amazonas, onde se conseguiu acabar com 70% do mosquito da malária. Como o programa não foi para frente, explica Fraga, houve novamente a reincidência da doença naquele Estado.

Além da visita que o presidente da Labiofam faz ao Brasil, uma
missão do governo acreano também deve se deslocar até Cuba para discutir a viabilidade econômica do projeto. Siqueira pretende discutir também o volume dos investimentos que serão feitos, uma vez que a Labiofam detém a tecnologia para a fabricação do medicamento e conta já com técnicos especializados.

Os equipamentos para a instalação da fábrica podem ser produzidos no país e o presidente da Labiofam já até propôs à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que utilizasse o produto para dar fim ao mosquito da malária e também da dengue. Caso o acordo bilateral entre Cuba e o Acre se efetive, o mais provável é que a nova fábrica da Labiofam fique em Rio Branco, onde existe uma maior infra-estrutura. A idéia é vender o produto para o país inteiro.

Stalin Melo


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.