Ministro debate pesca com
deputados amapaenses

A Assembléia Legislativa do Estado do Amapá viveu um momento histórico hoje ao receber pela primeira vez, desde que foi criada, a visita de um ministro de Estado.

José Fritsch, titular da Secretaria Especial de Pesca, além de visitar a AL participou da sessão e debateu com deputados propostas para a definição de uma política nacional para o setor pesqueiro e informou que a Secretaria será brevemente transformada em Ministério da Aqüicultura e da Pesca.

De acordo com Fritsch, apenas 2% da água doce no Brasil é aproveitada para projetos de aqüicultura. O Brasil concentra 12% da água doce do mundo inteiro, mas as políticas governamentais para desenvolver o setor pesqueiro no país sempre foram tímidas.

No debate com os deputados - que durou cerca de uma hora - o Secretário lembrou que a primeira tentativa de elaborar políticas para o setor data da época do governo João Goulart e a segunda, de "triste memória" foi a Sudepe.

Agora, o governo federal quer implantar uma política para o setor
pesqueiro que tenha sustentabilidade social, econômica e ambiental. "As capturas precisam passar por um novo modelo de ordenamento para que as espécies não venham a se extinguir", disse ele, lembrando que hoje o Brasil não tem mais quase nenhuma possibilidade de pesca costeira porque não houve a preocupação com a preservação. Dessa falta de preservação ele cita como exemplo a sardinha, que praticamente já não existe no país.

Ele assegura que uma política séria para o setor pesqueiro só pode dar certo se os processos de captura, industrialização e estocagem forem modernizados.

A falta de frigoríficos e um censo pesqueiro foram apontados pelo deputado Eider Pena como as maiores dificuldades para o desenvolvimento do setor. O deputado ressaltou que o maior cardume de pargo no Brasil está exatamente no Amapá, mas que - como acontece com outras espécies - não é explorado pelos amapaenses e cobrou apoio do governo federal para os pescadores locais.

Jorge Amanajás enfatizou que a pesca industrial é praticamente inexistente no Amapá e pediu apoio para a pesca artesanal. Fritsch garantiu apoio e falou que a intenção do governo federal é estimular a organização dos pescadores artesanais que precisam ter visão de começo, meio e fim diminuindo a intermediação. "Pensar o desenvolvimento do setor é pensar cadeia produtiva, estabelecer formas de agregação de valor e acabar com a intermediação", disse ele, garantindo que haverá financiamentos que permitam que esse objetivo seja alcançado. Ele chamou atenção para o fato de que não há financiamento para estocagem de pescado. "Tem financiamento para estocagem de frango, de frutas e nada para o pescado", disse. Mas no governo Lula vai ser diferente.

LUCAS BARRETO PEDIU TRATAMENTO DIFERENCIADO PARA O AMAPÁ E FISCALIZAÇÃO MAIS RIGOROSA NA COSTA

O presidente da Assembléia, deputado Lucas Barreto, cobrou um tratamento diferenciado para o Amapá argumentando que o Amapá tem os maiores cardumes e o pescado de maior qualidade. Outra cobrança que Lucas Barreto fez foi uma fiscalização mais rigorosa na costa amapaense para impedir a ação de barcos estrangeiros. Lucas contou que a cada seis horas em média 600kg da fauna acompanhante são jogados ao mar. Ele sugeriu que esta fauna acompanhante seja aproveitada em programas de combate à fome.

Fristch prometeu apoiar todos os projetos do Estado e garantiu que o maior volume de recursos será destinados aos estados carentes e que foram menos beneficiados nos governos anteriores.

Ao encerrar sua visita a AL, o secretário entregou ao presidente uma cópia do projeto de política estrutural da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca e foi presenteado pela presidência da AL com a obra "O Pescador", da artista plástica Ana Pires, que está com uma exposição na Assembléia.

"Vocês tem aqui artistas plásticos muito bons", disse Fritsch, ao admirar obras de R. Peixe e Ana Pires. "Acabei de ver também no Palácio do Governo obras de grande beleza".

Em entrevista à imprensa, Fritsch ressaltou que a Assembléia Legislativa do Amapá é a "mais democrática" que conheceu até hoje e elogiou o comportamento dos deputados que, segundo ele, mostraram que independente dos partidos aos quais pertencem estão unidos em defesa dos intereresses da população. "Parabenizo o presidente Lucas Barreto pela condução que está dando ao Legislativo do Amapá", disse. Fristch afirmou que leva uma imagem bastante positiva da Assembléia Legislativa do Amapá e que esta visita deixou-o muito mais convencido da importância da Secretaria Especial de Pesca. Ele contou também que no Amapá aconteceu um fato raro: a Assembléia abrir sua sessão para ouvir um ministro. "Isso é raríssimo acontecer, só acontece em sessões solenes, raramente em sessões ordinárias".


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.