Delegacia fluvial prepara primeira
operação de segurança
pública nos rios do Amapá

A primeira ação da Unidade Móvel Fluvial de Segurança Pública acontecerá no dia 17 de março no Arquipélago do Bailique. A data foi definida na manhã de hoje entre os órgãos do Sistema Integrado de Segurança Pública durante viagem de reconhecimento de pontos estratégicos de fiscalização entre Macapá e Santana.

A embarcação saiu da rampa do Santa Inês com destino ao Porto do Grego. No barco estavam representantes das instituições que integram o projeto: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Processamento de Dados do Amapá, Polícia Técnica Científica, Secretaria de Estado da Fazenda, Secretaria de Estado do Trabalho e Cidadania, Procon, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Polícia Federal, Batalhão Ambiente e Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca, Floresta e do Abastecimento e Capitania dos Portos.

Durante o percurso, o presidente do Prodap, Fernando Hora Menezes fez uma explanação sobre a participação da autarquia no projeto. O Prodap vai disponibilizar todo apoio logístico como sistema de comunicação via satélite, computadores, embarcação, alimentação e suporte técnico, além da formatação do projeto. O objetivo é fazer com que as equipes que atuarão na Unidade Móvel Fluvial de Segurança Pública tenham condições de acessar banco de dados, transmitir e armazenar informações durante a viagem ao Bailique, cujo período será de 05 dias.

A corregedora da Polícia Federal no Amapá, Rosicléia Barrados, elogiou a iniciativa do governo do Estado de estender as ações de policiamento e fiscalização por via fluvial nas regiões ribeirinhas. Para ela, o trabalho desenvolvido em conjunto com a Polícia Federal permitirá a troca de informações e o reforço na fiscalização de navios internacionais, transporte ilegal de cargas, problemas com estrangeiros e saques e roubos praticados por piratas. “Estamos à disposição para cooperar com o projeto”, garante.

Algumas ações já estão definidas para a primeira viagem. A equipe do Corpo de Bombeiros vai atuar de forma preventiva. As embarcações de pequeno e médio porte serão abordadas para averiguar se dispõem de equipamentos de segurança como extintores e bombas d’água para combater incêndios provocados, em muitos casos, por vazamentos de óleo. “Nossa ação inicial será preventiva, mas se houver necessidade partiremos para a parte de socorro, assistência e recuperativa”, diz o tenente-coronel Miranda.

A unidade fluvial reforçará o policiamento, a fiscalização fazendária e a prestação de assistência social às populações ribeirinhas. O Batalhão Ambiental e a Polícia Técnica farão uma perícia na região para averiguar desmatamentos e queimadas. “Vamos levar um equipe para fiscalizar o transporte ilegal de caças, madeiras e armas” acrescenta o tenente coronel, Oliveira. A Politec também vai emitir carteiras de identidade. O Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá atuará com palestras com objetivo de orientar o cidadão sobre os direitos que ele tem quando adquirir um bem ou serviço.

A embarcação tem capacidade para 70 pessoas. O presidente do Prodap sugeriu que se promova, logo após o retorno da primeira viagem, um treinamento para as equipes que atuação na Unidade Fluvial. O programa de capacitação inclui noções de navegabilidade, sobrevivência, abordagem policial via fluvial e informática. “É preciso estar preparado para desenvolver um bom trabalho e encarar as adversidades da região”, orienta. Num encontro sem data definida, os órgão do Sistema Integrado de Segurança Público vão definir datas e locais das próximas viagens.


João Clésio


Balsa é fiscalizada pela Secretaria de Fazenda no meio do rio.



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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.