Assembléia aprova projeto
e cria o Dia do Evangélico.

Por unanimidade a Assembléia Legislativa aprovou hoje projeto de lei de autoria da deputada Mira Rocha (PL), que institui no Amapá o "Dia do Evangélico" a ser comemorado no dia 30 de novembro - que é uma referência ao marco inicial da Reforma Protestante encabeçada por Martinho Lutero no continente europeu.

É uma tendência nacional escolher a data de 30 de novembro para comemorar o "Dia do Evangélico", como já é feito em vários estados, dentre eles Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal.

Ao defender seu projeto a parlamentar lembrou que a Constituição Brasileira declara a liberdade de crença religiosa. "Este direito constitucional de seguirmos a religião que fala mais alto ao nosso coração faz do Brasil um dos países de melhor performance constitucional quanto à liberdade religiosa", disse.

Durante a sessão, o pastor Oton Alencar fez uso da tribuna da Assembléia para falar sobre a comunidade evangélica no Amapá que, de acordo com ele, se esforça para minimizar não apenas os problemas espirituais, mas sociais e materiais também. Ele encerrou seu pronunciamento com uma oração e pediu a Deus que abençoe todos os deputados amapaenses.

Antes da sessão cerca de 50 evangélicos participaram de um café da manhã, na AL, com o presidente Lucas Barreto, Mira Rocha e outros deputados.

REQUERIMENTOS E VETOS
Ainda na sessão de hoje, dez requerimentos foram votados e aprovados por unanimidade e dez vetos do governador Waldez Góes foram apreciados, dos quais oito foram rejeitados.

A Assembléia derrubou o veto do governador aos projetos de autoria do presidente Lucas Barreto que equiparam os vencimentos dos médicos que trabalham na área rural aos de juízes de Direito e que concede isenções da tarifa dos serviços públicos de água, esgoto e energia elétrica para instituições que prestam atendimento a crianças e adolescentes.

Foram rejeitados também os vetos aos projetos dos deputados Paulo José, que institui a Fundação de Ensino Superior; de Ubiranildo Macedo, que autoriza a criação do Regimento de Cavalaria na PM, entre outros.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.