Programa paga até 30% mais pelos produtos orgânicos


O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal vai pagar até 30% a mais que o valor de mercado pelos produtos orgânicos da agricultura familiar.

A decisão, que já está em vigor, foi tomada pelo Comitê Gestor do programa com o objetivo de incentivar a agricultura ecológica no Brasil. Por contar com uma produção pequena e uma procura cada vez maior, os alimentos que não utilizam agrotóxicos são valorizados no mercado.

Por isso, o Comitê decidiu que seria justo ampliar, também, o valor pago pelos produtos orgânicos que são utilizados em programas sociais como o Fome Zero. A agricultura familiar é responsável por 70% da produção agroecológica no País, uma alternativa para a ampliação de renda das famílias rurais.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) apóia o desenvolvimento da
produção orgânica junto aos agricultores familiares. Desde o ano passado, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tem uma linha de financiamento específica para este setor, oferecendo 50% a mais de crédito para os agricultores que queiram investir na agroecologia.

"Este é um setor de vital importância para a agricultura familiar porque, além de proporcionar uma perfeita integração com o meio ambiente, insere os produtores em um mercado que só faz crescer no mundo inteiro", afirma Arnoldo de Campos, coordenador de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA.

Hoje o Brasil é o segundo país com o maior número de propriedades com lavouras orgânicas no mundo. De acordo com dados da Söl Ecologia e Agricultura, uma organização não-governamental com sede na Alemanha, existem 19 mil agricultores brasileiros produzindo orgânicos, sendo 70% deles familiares.

A Itália é o país com o maior número de propriedades "ecológicas". Um outro dado da pesquisa realizada pela Söl mostra que 841 mil hectares são cultivados com produtos orgânicos no Brasil. Com isso, o País é o quinto em área cultivada no mundo, ficando atrás dos Estados Unidos, Itália, Argentina e Austrália ? que, sozinha, produz orgânicos em 10 milhões de hectares.

"Há um mercado imenso a ser explorado e os agricultores familiares brasileiros têm as condições para se inserirem nele de forma consistente", afirma Campos. O mercado interno, não tão desenvolvido quanto o externo, já vem dando sinais de vitalidade. As gôndolas de produtos orgânicos não são mais uma raridade nas grandes redes supermercadistas brasileiras e, a cada dia, cresce a procura pelos produtos livres de agrotóxicos nos grandes centros urbanos do País.

No mercado externo, mais antigo e vigoroso, a estimativa é que a produção ecológica movimente US$ 23 bilhões anualmente. Neste ano, os agricultores brasileiros devem exportar US$ 115 milhões em produtos orgânicos, de acordo com dados da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex).

A expectativa é que até o fim do ano mais 100 mil famílias sejam beneficiadas pelo PAA.
O programa tem várias modalidades de compra, entre elas o Compra Direta e o Compra Antecipada. Nelas os agricultores podem comercializar R$ 2,5 mil por família, mesmo que estejam reunidos em cooperativas. O Compra Direta permite que os agricultores familiares vendam seus produtos diretamente ao governo para que eles sejam utilizados nos programas sociais, como o Fome Zero, e no abastecimento dos estoques estratégicos. Já o Compra Antecipada permite que o agricultor venda sua produção, antes mesmo de plantar, por preços de mercado estabelecidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se no momento da colheita o preço de determinado produto for maior que o já pago, o agricultor
pode optar por vender sua safra ao mercado.

Além do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o PAA envolve os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Agricultura, Fazenda e Planejamento, Orçamento e Gestão. Desde a criação do programa, em agosto de 2003, mais de R$ 200 milhões já foram investidos na compra de produtos.(MDA)


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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.