Ministério do Meio Ambiente
define defeso da piramutaba
na região Norte

Local: Brasília - DF
Fonte: IBAMA
Link: http://www.ibama.gov.br/

Agora é lei. Todos os anos, no período de 15 de setembro a 30 de novembro, a pesca de arrasto da piramutaba (Brachyplatystoma vaillanti) ficará proibida em toda a área de ocorrência da espécie na foz dos rios Amazonas e Pará. A Instrução Normativa ?IN/6, assinada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 8. As novas regras foram adotadas em acordo com o setor
pesqueiro. O objetivo é proteger a reprodução da piramutaba, espécie que já
foi um dos principais itens de exportação da região Norte.

O excesso de pesca baixou os estoques da piramutaba na região. Atualmente, a produção anual está em cerca de 23 mil toneladas. Nos anos 80, a média era de 30 mil toneladas/ano. Chegou a 12 mil nos anos 90. A partir daí, o Ibama passou a adotar medidas de controle para exploração da espécie. A recuperação dos estoques verificada nos últimos anos deve-se às regras estipuladas pela área ambiental.

Além de definir o período anual de defeso da piramutaba, a nova legislação também determina que, durante a proibição da captura, o transporte, a estocagem, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização de qualquer volume do peixe só será permitido se for comprovada a origem do estoque, que deve ser declarado previamente. O prazo para a declaração é até o sexto dia útil após o início do defeso.

A IN também limita em quarenta e oito o número de embarcações que estarão autorizadas a operar na pesca de arrasto da piramutaba na região. A frota poderá atuar no sistema de arrasto com o emprego de, no máximo, três embarcações em conjunto, tracionando, simultaneamente, duas redes (traineira). As redes poderão ter, no máximo, quatro mil metros. A malha não poderá ser inferior a cem milímetros no saco-túnel.
Fica proibido o uso de redes de emalhar com malha inferior a cento e quarenta milímetros, medida entre ângulos opostos da malha esticada.

 


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Matinta-perêra
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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.