ENTIDADE ABRE INSCRIÇÕES
PARA FINANCIAMENTO
DE PESQUISAS NA AMAZÔNIA

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, localizado na cidade de Tefé (AM), está com inscrições abertas para novos projetos de pesquisas. A entidade vai financiar grupos de pesquisadores que pretendam investigar o ecossistema amazônico. Os recursos serão repassados através do Fepim - Fundo para Expansão do Programa de Pesquisas do Instituto Mamirauá, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Wildlife Conservation Society (WCS).

A intenção é estimular iniciativas de preservação e conservação de florestas inundadas da Amazônia, inserindo as populações que vivem em parte da área conservada na preservação ambiental. As propostas ganhadoras vão receber até R$ 30 mil de financiamento.

O Fepim 2003 focalizará seus recursos em pesquisas voltadas para as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, consideradas como áreas-piloto para estudos e experimentos a serem aplicados localmente e em outros sítios amazônicos. Com esta seleção, que acontece pelo segundo ano consecutivo, o Instituto Mamirauá pretende expandir a sua plataforma de pesquisas, que visam à conservação da biodiversidade através do manejo participativo e sustentável dos recursos naturais na Amazônia.

Todas as áreas de pesquisa (que estão listadas no edital) levam em consideração a melhoria das condições de vida da população tradicional local. "Sabemos que o uso adequado dos recursos naturais aumenta a geração de renda das pessoas, e não o contrário como muitos podem acreditar num primeiro momento", afirma Helder Queiroz, diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá.

Na seleção, terão prioridade os grupos proponentes com reconhecida experiência de atuação na área de domínio da proposta e as candidaturas de grupos que possuam em sua composição alunos de pós-graduação diretamente envolvidos com a execução das pesquisas. Helder diz que este financiamento é uma grande chance para que pós-graduandos possam financiar suas pesquisas de campo e se estabelecer como profissionais especializados nas questões amazônicas.

O fundo exige que a instituição de origem dos pesquisadores colabore minimamente com o projeto de pesquisa. Esta colaboração pode ser através do salário do seu pesquisador ou do uso do laboratório, das salas de pesquisa e dos computadores, por exemplo.

Segundo Helder, esta é uma oportunidade rara para os pesquisadores de outras partes do Brasil irem até a Amazônia e participarem do rico debate de idéias sobre a conservação da biodiversidade que tem ocorrido lá nos últimos anos. "O Fepim é uma porta para custeio dos deslocamentos, coisa que poucos financiadores aceitam custear", diz. Já os pesquisadores amazônicos poderão dar continuidade a seus trabalhos, realizando pesquisas nestes novos locais e comparando com seus dados dos locais de origem.

As candidaturas podem ser enviadas até o dia 15 de agosto. O edital do Fepim 2003 e mais informações podem ser obtidos em www.mamiraua.org.br. (Rets)


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.