Seminário especial discute escravidão na Amazônia

O INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia apresenta no Seminário da Amazônia Especial desta sexta-feira, 12 de setembro, às 16 horas, no mini-auditório da biblioteca do instituto, a palestra sobre "Trabalho Escravo e Desmatamento na Região da "Terra do Meio", no Estado do Pará". O palestrante é Nilo D'Ávila, coordenador do Programa de Populações Tradicionais do Greenpeace.

Dados reveladores da ONU - Organização das Nações Unidas sobre o comércio de seres humanos - o terceiro em movimentação de dinheiro ilegal, atrás do comércio ilegal de armas e do tráfico de drogas - dão conta de que dentre 27 milhões de pessoas escravizadas no mundo, encontra-se gente de todas as raças: asiáticos, europeus, ameríndios, africanos e sul-americanos. "Milhões de homens, mulheres e crianças estão sendo comprados ou vendidos como escravos pelo mundo afora", disse.

O palestrante traz a discussão sobre a escravidão contemporânea na Amazônia, que foge e muito ao padrão pré-estabelecido nas nossas mentes, dos escravos negros acorrentados em plantações no novo mundo. "Na Amazônia - comentou - ela acontece em distantes fazendas, onde homens trabalham em condições reprováveis, destruindo a floresta e a sua própria vida".

Segundo Nilo D'Ávila, "esta escravidão é muito mais sutil e nem um pouco menos obscena, do que foi no passado". Ele relatou que em 90% dos casos de libertação de escravos no estado do Pará, pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, os crimes ambientais vinham ocorrendo em paralelo. E em pelo menos 35% dos casos, a atividade desenvolvida era o desmatamento para cultivo de pasto ou para tentar legitimar uma posse grilada.
(INPA)


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Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.