Antonio Nogueira pede incentivo à cultura

Um projeto de nação com identidade própria para o desenvolvimento da cultura brasileira foi o que defendeu o deputado Antonio Nogueira (PT-AP). Ele chamou a atenção para a necessidade de se fomentar a atividade cultural no País, difundindo as produções culturais, incentivando o surgimento de novos talentos, com o fim de proporcionar a oportunidade para cada um se identificar como brasileiro e aprimorar sua sensibilidade e o crescimento intelectual. "De nada adianta alcançarmos bons índices de economia, melhorarmos nosso desempenho comercial e industrial e gerarmos emprego e renda, se não prestarmos atenção nas cabeças, nos sentimentos e na auto-estima daqueles que devem conduzir esse imenso projeto, que são os brasileiros", disse, alertando para a necessidade de se pautar a cultura e seu conseqüente incentivo como ponto essencial e imprescindível do projeto de nação brasileira.

Nogueira condenou a massificação de culturas estrangeiras, seja por meio da música, do cinema, da internet, da literatura, advertindo que isso faz com que o País abdique de ser uma nação, com identidade nacional, deixando os brasileiros sujeitos a toda sorte de tentações e deturpações. "Assistir a um bom filme nacional oportuniza ter contato com questões típicas do País, com lógicas culturais gestadas em nosso cotidiano e que somente aqui fazem sentido. A nossa auto-estima se engrandece e os brasileiros não precisam sentir vergonha de suas especificidades, de que não são inferiores a nenhuma outra cultura do mundo".

Ao destacar nossa diversidade cultural que ele chamou de "imenso caldeirão", o parlamentar disse que cada brasileiro precisa conhecer o resto do Brasil e o seu próprio Brasil desconhecido para ele mesmo, e conclamou a todos que assumam a tarefa e o desafio de se criar e se difundir a rica cultura nacional.

O deputado sugeriu uma política de incentivo à leitura, com a popularização de preços e a garantia de acervo às escolas, maior número de bibliotecas públicas, teatros, oficinas de poesias, escolas de música e festivais.

Ele registrou iniciativas do governo como os Centros de Educação Unificado, implantados pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que, além do ensino das disciplinas básicas, instituiu a prática de dança, música e teatro; e a rediscussão, por parte do ministro da Cultura, Gilberto Gil, da política de incentivos às produções cinematográficas, de modo a torná-la mais acessível a amplos setores desse segmento.

 


Doce Amazônia

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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.