Macapá sedia 8ª Rodada Internacional de Negócios da Amazônia

Evento do ramo de madeira, móveis e artesanato - Equinócio - cresce a cada ano e reúne empresas de diversos lugares do país e do mundo


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Amapá realiza pelo oitavo ano consecutivo a Rodada Internacional de Negócios - Equinócio 2004. No período de 17 a 21 de novembro, Macapá sedia o evento que proporciona a realização de negócios no ramo de madeira e móveis. O nome Equinócio, escolhido para a rodada, refere-se ao fenômeno natural que ocorre duas vezes por ano, nos meses de março e setembro, e pode ser observado na linha imaginária do Equador, que corta a capital.

A cada ano a participação empresarial aumenta. Em 2003 reuniram-se em Macapá, 38 empresas âncoras, da Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, Argentina, Uruguai. México, Espanha, França, Portugal, Estados Unidos e mais de 160 empresas da Amazônia Legal (Amapá, Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima Mato Grosso e Maranhão), que atuam nos setores de madeira, móveis e artesanato. Empresas âncoras são grandes empresas que comparecem para comprar e revender os produtos apresentados pelas empresas que ofertam seus produtos.

A crescente visibilidade alcançada pelo evento fez com que diversas empresas da Amazônia Legal realizassem bons negócios nas 1,2 mil rodadas previstas no ano passado. Cerca de 96,65% dos encontros de negócios efetivaram contratos imediatos e em curto prazo. Esse enorme percentual de negociações mostra a grande qualidade dos móveis e derivados de madeira comercializados durante os sete dias de programação.

O Equinócio objetiva estimular o desenvolvimento econômico e social da Amazônia por meio do intercâmbio comercial, financeiro e tecnológico em nível regional, nacional e internacional. Para 2004, a programação prevê a exposição de produtos, rodada de negócios, clínicas tecnológicas, palestras e a realização do 86º Encontro de Comércio Exterior (Encomex), em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Um dos resultados das negociações realizadas durante o evento de 2003, no início de agosto deste ano, desembarcou em território francês a primeira exportação de móveis procedentes do Amapá. Foram cinco toneladas de mesas, mesas de centro, cadeiras e aparadores fabricados em madeiras como cumarú, ipê, angelim-pedra e cedro. O volume exportado representou negócios da ordem de R$ 40 mil. Pode parecer pouco expressivo, mas inaugura um tempo de negócio concretizado.

Os empresários Jairo Gomes e Rildo Teixeira, ainda pouco familiarizados com os caminhos da exportação, demonstraram estar muito satisfeitos com a conclusão da negociação inédita para suas empresas.

"Essa exportação resultou em grande aprendizado para todos nós. Com o apoio do Sebrae no Amapá, sempre acompanhando as reuniões, sentimos mais segurança para dar esse passo. Foi também muito importante a confiança do empresário Jean Emile que apostou em nossa capacidade e qualidade de produção. Estamos prontos para novos contatos", ressaltou o empresário Jairo Gomes.

O empresário Rildo Teixeira demonstrou o mesmo entusiasmo e acredita que a partir dessa experiência será mais fácil efetuar outras exportações. "O contrato que assinamos previa a entrega na nossa fábrica, mas fizemos questão de realizar todo o percurso de Macapá a Caiena, via Oiapoque, a fim de conhecermos a logística, que às vezes gera dificuldades para exportarmos", completou Rildo Teixeira.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.