Instituto tenta iludir eleitor do MA

O Imparcial
13-10-2006

Triângulo Comunicação, Assessoria e Marketing foi, por duas vezes, impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá

A direção da campanha da candidata Roseana Sarney Murad (PFL) divulgou ontem pesquisa de um instituto do Amapá que foi impugnado duas vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral daquele Estado por irregularidade e tentativa de fraude. Mesmo sabendo disso, tanto o site da candidata quanto seu jornal, O Estado do Maranhão, afirmam que “a Triângulo (Triângulo Comunicação, Assessoria e Marketing) é o mais confiável instituto de pesquisa do Amapá, com um índice de acerto de 99% nas últimas três eleições”.

A primeira vez que o TRE do Amapá impugnou pesquisa da Triângulo deveu-se à falta de registro da empresa na Junta Comercial. A segunda vez aconteceu por ter identificado o levantamento da Triângulo como cópia disfarçada de uma outra pesquisa, anteriormente apresentada pela Next Pesquisa e Locação, impugnada, por sua vez, por apresentar endereço falso e por falta de qualificação de seus profissionais. O diretor-técnico da Next, Sérgio Guardini, era, na verdade, o entregador de marmitas para funcionários do jornal A Gazeta, que a havia contratado. Além disso, o responsável pela pesquisa, Francisco de Assis Souza Costa, era ocupante de cargo de confiança do governo Waldez Góis, lotado na Coordenadoria de Pesquisas Estratégicas Sócio-Econômicas e Fiscais da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão.

A Triângulo pertence a Ângelo Pires da Costa, dono do Jornal dos Municípios, de periodicidade incerta, amigo do governador Góes e do senador José Sarney. Da mesma forma, o dono do jornal A Gazeta, Silas Junior, é também da roda de amigos mais próximos do governador e de Sarney. O senador chegou a levar, no final do ano passado, o presidente Luís Inácio Lula da Silva à inauguração das instalações do jornal. A Gazeta era, no início, semanal, depois transformou-se em diário, cobrindo todo o Estado. No final de 2005, o grupo de Silas adquiriu a retransmissora da Rede Record.

Enquanto a Triângulo chegou ao Maranhão no segundo turno, os institutos que Roseana passou a usar no final do primeiro turno no Maranhão - Escutec, Econométrica, Databrain e Brasmarket, além do Ibope - registraram várias pesquisas no Amapá, sempre contratados por empresas do grupo de apoio a Sarney e Góis. Com exceção do Ibope, que tinha contrato para cinco pesquisas com o Sistema Mirante e O Estado do Maranhão e só divulgou quatro, os outros quatro institutos divulgaram pesquisas indicando vitória de Roseana no primeiro turno.

DIFERENÇA
Sem esquecer o perfil ético do impugnado instituto do Amapá, os números publicados por ele, mesmo que suspeitos, chamam a atenção pela margem apertada entre Roseana e Jackson Lago.

Tomando os percentuais dos votos recebidos pelos dois candidatos ao governo do Maranhão - 47,21% de Roseana e 34,36% de Jackson - a “pesquisa” da Triângulo apresenta a estagnação de Roseana (47,45%) e um crescimento significativo de Jackson (13,09%). A diferença de apenas 5,1% entre eles indicaria empate técnico pela margem de erro de 3%.

A utilização de um instituto do Amapá, impugnado por duas vezes pelo TRE, acabou reforçando as informações de bastidores que dão conta do desespero que se instalou na Casa do Calhau com a chegada dos números verdadeiros das pesquisas eleitorais do segundo turno.

Programa de Jackson: “Sarney e Roseana são oportunistas”
O candidato Jackson Lago (PDT) abriu a série de programas eleitorais gratuitos para decidir a eleição ao governo do Maranhão no segundo turno - marcado para o dia 29 de outubro - contra Roseana Sarney (PFL). Jackson usou um tom quase fraternal na hora do almoço, mas lembrou que as manchetes que davam a vitória a Roseana Sarney no primeio turno eram “mentira”. Exibiu sonoras dos ex-candidatos Aderson Lago (PSDB) e Edson Vidigal (PSB). Os dois pediram votos a Jackson em nome da libertação do Maranhão.

O tom quase fraternal dos dez minutos da hora do almoço cedeu lugar a um confronto com o senador José Sarney - entrevistado pela reportagem de sua emissora de TV, a Mirante, no Bom dia Brasil. Durante cerca de dez minutos, Sarney falou que não havia oligarquia no Maranhão. Depois falou que o Maranhão não era o estado mais pobre do Brasil e que seus opositores deveriam respeitar seus livros escritos e sua idade.

O programa noturno de Jackson fez um resgate histórico da oligarquia Sarney, começando pelo patriarca, o senador. O texto falava que o oportunismo é a principal característica da família inteira.

Colocado na linha do tempo, Sarney aparece defendendo o então presidente João Goulart, durante o Golpe Militar de 1964. Sarney pregou legalidade mas quando os militares endureceram o jogo e tomaram o poder, ele mudou de lado.

“Oportunista, Sarney muda de lado, vai para o partido dos militares e vira governador do Maranhão”, afirma o narrador.
Em 1979, “o oportunista Sarney, na Arena, apoiava os militares na repressão à luta de um metalúrgico barbudo: Lula - preso pela ditadura que Sarney defendia.” Em 1983, o movimento Diretas Já luta pela eleição de um presidente civil. Mas “Sarney ajuda os militares a derrotar o projeto no Congresso.”

A narrativa continua mostrando o oportunismo do chefe da família Sarney, em 1983. Os militares já enfraquecidos, vêem Sarney se aproximar e se transformar em vice-presidente de Tancredo Neves.

Com a morte de Tancredo, Sarney se transforma em presidente da República. “O Brasil vive a prior crise econômica de sua história. O País entra em moratória, a inflação passa dos oitenta por cento ao mês e o congresso instala a CPI da corrupção do governo Sarney.”

O texto em OFF traz Roseana dando seus primeiros passos políticos em 1994: “Roseana segue os passos e o exemplo de oportunismo do pai. Apóia Fernando Henrique contra Lula e se elege” (governadora do Maranhão). “Oportunista, Roseana repete seu apoio a FHC, em 1998, mais uma vez contra Lula. Reeleita, deixa o Estado do Maranhão como campeão da pobreza”.

A marcha oportunista de Roseana chega a 2006. Lula é líder nas pesquisas para a reeleição. “Roseana é do partido que apóia Alckmin . Ela esconde Alckmin no primeiro turno, trai seu partido e anuncia apoio a Lula para a reeleição. Puro oportunismo. Roseana é assim: puxou ao pai.”

Nota oficial desmente Roseana
A senadora Roseana Sarney Murad abordou ontem em seu primeiro programa de televisão, do horário gratuito, que foi ao ar às 13h30, duas denúncias contra seu governo: a estrada fantasma MA-008, que deveria ligar a cidade de Paulo Ramos ao município do Arame, e a venda do BEM ao Bradesco.

Em relação à estrada do Arame, a candidata do PFL afirmou que “todos sabem que a obra foi feita e é anterior ao meu governo e paguei por um simples motivo: porque sou uma administradora responsável e porque a procuradoria ( Geral do Estado) mandou pagar.”

As palavras da candidata do PFL do Maranhão não conferem com nota oficial de seu governo, datada de 28 de maio de 1998 e assinada pelo seu ex-secretário de Comunicação, Antônio Carlos Lima. A nota em seu item de número 3 afirmava que: “A governadora determinou o cancelamento do referido contrato de construção da citada rodovia e abriu nova concorrência pública para conclusão da obra". Fica claro, portanto, que, ao contrário do que disse Roseana, a obra não foi concluída no governo Edison Lobão.

Em outro momento do programa de Roseana, ela se defendeu da acusação de que teria negociado o BEM por um preço menor do que valia, afirmando que quem teria vendido o BEM ao Bradesco foi o Banco Central.

O que Roseana não disse é que o BEM era uma empresa de economia mista e que o controle acionário era do Estado do Maranhão. Ela esqueceu de dizer que seu próprio governo tomou cerca de R$ 334 milhões emprestados para cobrir o passivo e sanear as contas do BEM. A intervenção do Banco Central ocorreu por causa de uma administração temerária que encobriu o verdadeiro motivo da quebra do BEM: uma lista muito grande de pessoas físicas e jurídicas inadimplentes que nunca tiveram suas dívidas executadas pelos sucessivos administradores que dirigiram o BEM.

Na realidade, Roseana tomou R$ 334 milhões emprestados para sanear o BEM e o vendeu por R$ 68 milhões ao Bradesco.

Outra afirmação feita pela candidata do PFL em seu programa é que ela sempre teve o apoio de Lula e sempre esteve ao lado dele. Puro oportunismo eleitoral. Roseana e seu grupo político apóiam Lula desde que o petista assumiu a presidência em 2003. José Sarney e a filha nunca estiveram longe do poder e do presidente do Brasil desde 1964, à exceção do curto espaço entre março de 1990 e novembro de 1992, época em que o país foi dirigido Fernado Collor de Melo, adversário declarado do grupo Sarney.

Sarney foi governador do Maranhão de 1966 a 1970 pelas mãos dos militares, apoiado que foi pelo marechal Castelo Branco e pelo general Costa e Silva. Depois se elegeu senador duas vezes pela ARENA com o apoio dos generais Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo. Depois o próprio Sarney foi presidente de 1985 a 1990. Depois da queda de Collor, Sarney apoiou e foi apoiado pelo presidente Itamar Franco. Em 1994, Sarney, no Amapá, e Roseana, no Maranhão, apoiaram a candidatura de Fernando Henrique Cardoso a presidente pelo PSDB, se posicionando contra o candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva.

O apoio do pai e da filha do clã Sarney a FHC se repetiu em 1998 e eles ocupam todos os cargos federais de destaque no Maranhão e no Amapá desde o final de 1992. Só com a eminente vitória de Lula em 2002, é que o ex-presidente Sarney se aproximou do líder petista. Na realidade, Roseana só votou de fato em Lula agora no 1.º turno das eleições de 2006 e quer monopolizar o apoio e os votos de Lula para tentar voltar ao governo do Maranhão pela terceira vez.

Jackson Lago votou em Brizola no 1.º turno das eleições de 1989 e em Lula no 2.º turno daquele ano contra Collor. Em 1994, Jackson manteve a coerência e votou em Leonel Brizola. Em 1998, o então prefeito de São Luís votou em Lula para presidente e em 2002 votou em Ciro Gomes, do PSB, coligado ao PDT, no 1.º turno e em Lula no 2.º turno.


Adelmo Caxias
Causas Cíveis, trabalhistas e Direito administrativo.
223-4299


Carlos Lobato

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.

Direito Penal e Tribunal do Júri
9972 4400

Vera Pinheiro
Causas cíveis
e
Direito de família
223 7100

Vera Pinheiro- Jamil Valente
Maria Pilar
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Rua Manoel Eudóxio 928- Santa Rita
Telefone 223 7100

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