Ieta coloca mais cento e
setenta professores
no mercado de trabalho

O antigo IETA realizou no dia 10, no Teatro das Bacabeiras, a formatura de nove turmas de professores. Ao todo foram 170 alunos que receberam o diploma de professor e que estão habilitados a lecionar do ensino pré-escolar à 4ª série. O governador foi o patrono oficial das turmas. A diretora do estabelecimento, Maria José Costa da Silva, ressaltou que se tratava de um momento muito importante na vida e na formação daqueles professores recém-formados. A diretora revelou que este ano o IETA forma mais três turmas de professores. Em 2004 está prevista a conclusão da última turma de magistério do Instituto.

Maria José explicou que por força da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), vigente no país, o exercício do ensino magistério, obriga que o professor tenha nível superior. “Tenho convicção da excelente capacidade profissional desses professores, que a exemplo do grande mestre Paulo Freire, traçam uma educação libertadora, muito mais consciente e social”. Maria José diz que até a conclusão de todas as turmas o Instituto de Educação do Amapá será gradativamente extinto.

Para o governador Waldez Góes, presente à solenidade, os professores recém-formados darão uma contribuição enorme ao ensino do Amapá. Esses profissionais tem desafios pela frente - o primeiro de continuar socializando conhecimentos e depois de continuar buscando novos conhecimentos. Um deles é a formação universitária.

O governador lamentou que hoje no Brasil apenas 4% dos alunos tenham acesso as universidades brasileiras. “Esse número precisa aumentar. É inadmissível que ainda tenhamos milhares de crianças fora da escola”.

Priorizar a educação, diz o governador Waldez Góes é dever de todo governante e da própria sociedade mobilizar todos os esforços possíveis para evitar a evasão escolar e o analfabetismo. “Estamos trabalhando com esse propósito com o objetivo de não permitir que uma só criança fique fora da sala de aula”, observou. Agora dia 25 deste mês o IETA completará 54 anos de fundação.

Edy Wilson Silva


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Catinga de mulata
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Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.