Waldez diz que água potável
para a
Vila do Sucuriju é prioridade

Durante reunião com representantes do setor pesqueiro do Amapá, no último domingo, 11, o governador Waldez Góes afirmou que o problema do abastecimento de água potável à comunidade do Sucuriju é uma das ações prioritárias de seu governo. Formada exclusivamente por famílias de pescadores, a comunidade situa-se no município de Amapá, entre a região dos lagos e a costa oceânica.

Isolados geograficamente (para chegar à sede do município, gasta-se 12 horas de viagem de barco), os cerca de quinhentos moradores do Sucuriju enfrentam várias dificuldades no seu cotidiano. Uma das mais graves, a falta de água potável. Atualmente, o abastecimento é feito através de cisternas, com água captada no período de chuvas. Como a quantidade armazenada é insuficiente, os moradores acabam vivendo em regime de racionamento permanente.

O governador já determinou à Caesa que encontre uma solução para o problema, garantindo ser este um compromisso do qual não abre mão. “É uma questão de honra para o nosso Governo”, afirmou durante a reunião.

Prioridade
Solucionar a questão do abastecimento de água no Sucuriju é uma das prioridades que a Federação dos Pescadores do Amapá apresentou ao governador, na reunião realizada domingo, no Palácio do Setentrião. Waldez disse que a partir de quinta-feira, 15, vai começar a definir um plano emergencial para a pesca amapaense, junto com sua equipe.

Na reunião, o diretor-presidente da Agência de Pesca do Amapá (Pescap), Guarabichaba Martins Ferreira, anunciou que a comunidade do Sucuriju vai ser contemplada com um barco, que está em fase final de montagem. Trata-se do Iate Cabo Norte, todo de madeira, com capacidade para transporte de até quarenta toneladas de carga e de quinze a vinte passageiros. Com motor de duzentos cavalos de potência, a embarcação será usada especialmente no percurso entre a Vila e Macapá, viagem que costuma durar cerca de vinte horas.

Equipado com bússola, coletes, geladeira e outros itens que darão segurança e comodidade aos passageiros, o barco servirá para que os pescadores do Sucuriju tragam pescado e caranguejo para comercialização na capital. A Pescap decidiu assumir a responsabilidade de concluir a obra de construção do barco, que estava paralisada desde o governo anterior, como forma de cumprir seu compromisso de apoiar as comunidades de pescadores amapaenses.

A obra foi realizada com recursos do Governo do Estado, através de convênio com a Colônia de Pescadores Z-1. O motor foi doado pela Britsh Petroleum (BP) do Brasil, como medida compensatória à comunidade do Sucuriju, em razão das pesquisas de prospecção de petróleo que a empresa está fazendo nas adjacências da vila.

Soluções
Além dos problemas de abastecimento de água, a Vila do Sucuriju também tem dificuldades com o fornecimento de energia. Já existem iniciativas visando melhorar a situação. A Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, por exemplo, desenvolve o projeto Sistema Híbrido Eólico, Eletricidade e Água Potável para a Vila do Sucuriju.

Atualmente, a energia que atende o Sucuriju é termelétrica, alimentada por grupos geradores a diesel. O projeto da Setec visa aproveitar o potencial eólico da região costeira do Amapá, para gerar a energia necessária ao Sucuriju, bem como para auxiliar na instalação de um sistema de água potável.


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Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.