Denúncias levam Terrap a
fazer recenseamento
dos loteamentos de Macapá

O Instituto de Terras do Amapá (Terrap) anuncia para o mês de março um levantamento minucioso em todos os loteamentos urbanos de Macapá. Um dos objetivos é conferir se os dados cadastrais arquivados no Terrap, correspondem realmente com o das famílias que ocupam atualmente os lotes.

A intenção é diminuir conflitos dentro dos loteamentos entre aqueles que receberam legalmente os lotes doados pelo órgão e os chamados “invasores de terras” e especuladores.

Paulo César da Silva Gonçalves, diretor-presidente do Terrap, garantiu que as equipes responsáveis pelo que ele preferiu batizar de “Censo de Terras”, já estão sendo montadas. O trabalho começará pelos Loteamentos Marabaixo I, II e III, onde segundo o próprio diretor-presidente, a incidência de denúncias de irregularidades é maior.

O Terrap pretende ainda com esse trabalho disciplinar e reformular o processo de doação de lotes pelo Governo do Estado. A proposta do Executivo é garantir prioritariamente o acesso a moradia às famílias comprovadamente carentes, que não possuem casa própria. “É com esse propósito que o Governo do Estado pretende trabalhar a política habitacional no Amapá”.

O diretor calcula que nos últimos dez anos o Governo do Estado liberou mais de 10 mil lotes na capital. A idéia agora diz, o diretor é fazer uma radiografia desses assentamentos. Paulo César Gonçalves prevê que os problemas mais comuns que irá encontrar nesses loteamentos será de venda de lotes para terceiros, invasão, especulação e expiração do prazo estabelecido pelo Terrap para que o imóvel seja construído. O prazo em vigor hoje estipulado pelo Instituto de Terras varia de 60 a 90 dias.

César prevê que os principais problemas que irá detectar no local será de venda de lotes, invasão, especulação e de pessoas que foram beneficiadas com a doação de lotes, mesmo tendo casa própria ou condições de comprar um imóvel. Uma das exigências estabelecidas no Termo de Posse de cada lote doado pelo Instituto é de que o terreno é de caráter intransferível.

Os dados do Terrap apontam que o déficit habitacional em Macapá e de aproximadamente 30 mil famílias que não dispõe de moradia.

Pelo cronograma do Terrap os lotes que irão receber a visita dos técnicos são Renascer I e II, Dra. Mércia, Amazonas, Açucena e até o Loteamento Brasil Novo, um dos mais antigos da cidade, mas que também apresenta conflitos de terras.

EDY WILSON SILVA




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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
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Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
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O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
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Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
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Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
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Madeira preta, gente grossa mal educada.