João Silva faz ponderações
sobre nota da Geléia Geral

À respeito de uma nota publicada na Geléia Geral, o jornalista João Silva faz, como diz, "algumas ponderações" que você lê em seguida:

"Caro Correa!
Em visita ao site do amigo, me chamou atenção a piada do petista sobre os meios de comunicação e o poderio atribuido ao Luis Melo. Não sei o que pensam Bonfim, Carlos Lobato, Eraldo Trindade sobre isso. Eu acho um exagero.

Os jornalistas citados, principalmente Bonfim e Lobato, de algum tempo, na Antena, vinham fazendo criticas ao Governo Capiberibe; e continuam fazendo em outro prefixo e, ao que me consta, bem longe de qualquer possível influência do Luis Melo. Ainda poderia acrescentar que os considero preparados, sem vocação ou perfil para o rídiculo de "pau mandado" de quem quer que seja.

No caso da RDM, o que o seu colega de partido precisa entender, é que a emissora tem nova orientação e não poderia manter a política do Governo a que você serviu com lealdade durante quase oito anos naquela instituição. Agora é Waldez e não Capiberibe. É assim que a coisa funciona e eu, você e todo mundo estamos careca de saber disso.

Com todo respeito a sua quilometragem, também não concordo com o conceito que você prega de esquerda e direita no Amapá; desde os memoráveis embates dos Nunes contra os petebistas, a partir do meado dos anos 40, passando pelos anos 50 e 60, só ainda não ví boi voar, mas já vi o Capi de aliança com o Miranda, mandando o PSB eleger o Elias Valente Presidente da Câmara; vi recentemente o PT da professora Dalva, do Nogueira e companhia; mesmíssimo PT que dividiu palanque com Sarney, que agora protege ACM no caso dos grampos da Bahia. Por aqui - como de resto em todo o País, infelizmente, os grupos, os interesses pessoais prevalecem sobre os interesses de toda a sociedade. É a turma que está por baixo contra a turma que está por cima.

Sem querer ensinar nada ao companheiro, aprendi que virtudes não podem ser "exclusividade" dos amigos da gente, dos parentes e correligionários. É importante enxergá-las também nas pessoas que não gostamos, que não pertencem ao nosso círculo de amizade. O Ronaldo Picanço não é seu amigo e você não o conhece tanto quanto eu, mas você sabe que ele vem de um berço bom, que tem qualidades, que está há poucos dias na RDM e jamais aceitaria ser capacho do Luis Melo ou de outro idividuo a quem você e seu correligionário quisessem atribuir poderes de vida ou morte.

Acho que ainda cabe um comentário: o Luis Melo foi candidato a Deputado estadual na coligação que elegeu Waldez; ainda abriu o seu jornal Diário do Amapá para apoiá-lo nessa empreitada e, portanto, não vejo nada de mais que ele tenha direito a um naco do poder, como muitos tiveram em todos os governos que eu ví passar no Amapá, de Janary a Capi. Política no Brasil sempe foi assim.

No mais, acho que a discussão sobre a volta da Folha, isto sim, é uma boa iniciativa; não que os proprietários da Folha não tenham lá suas conveniências. Ainda na área de comunicação social, enxergo outra coisa grave que precisa ser denunciada: são os cartéis impostos por políticos e empresários inescrupulosos, alguns com mais de três emissoras de televisão e outros até com mais de seis emissoras de rádio. Isto sim, é uma infringência à lei, algo que monopoliza os meios de comunicação, a noticia e agride a cidadania.

Um abraço.

João Silva

 


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.