Seed vai analisar projetos
de ONGs que têm
convênios com o governo

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) vai monitorar a atuação de todas as Organizações Não-Governamentais que tem convênios com o governo, via Seed. O objetivo é verificar se essas entidades realmente estão aplicando os recursos repassados pelo Estado em projetos educacionais.

Na semana passada, o Governo do Estado depositou exatos R$ 713.918,46 referentes a dívidas deixadas da administração anterior com Organizações Não-Governamentais. As pendências eram referentes a pagamento de pessoal. Todos os convênios eram da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

Uma reunião entre o governador Waldez Góes (PDT), a secretária da Educação Vitória Chagas e representantes de dezenove ONGs chegou a ser realizada. Dentre as entidades representadas estavam a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Associação Grupo Esperança e Escola Família Agrícola do Carvão.

Além do pagamento já efetuado, existem outras pendências com manutenção e merenda escolar que estão sendo analisadas. É o caso das dívidas com caixas escolares que estão na ordem de R$ 1 milhão com pessoal, R$ 72 mil com merenda escolar e R$ 700 mil com manutenção. Segundo o governador, a prioridade será para o pagamento de pessoal.

No caso das ONGs, o governo pretende verificar se as entidades estão, de fato, utilizando os recursos governamentais para projetos educacionais. Para isso, serão analisados os projetos pedagógicos, feitas visitas e entrevistas com o público atendido.

A Seed também está analisando os procedimentos que serão adotados para o pagamento das pendências deixadas pelo governo anterior e a relação que será proposta entre essas organizações e o atual governo.

Waldez Góes pediu paciência dos gestores dessas entidades quanto aos repasses do Poder Executivo e disse que tem todo interesse em manter os convênios desde que as ONGs estejam realmente prestando serviços de qualidade para a comunidade a que propõem atender.

RENIVALDO COSTA



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Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.