Capiberibe propõe
uma“Nova Utopia”

Brasília - ( 10/03/2003 ) - “A hora é de construirmos uma nova utopia” afirmou o senador João Capiberibe ( PSB-Amapá ) aos membros do Diretório Nacional do Partido Socialista Brasileiro, reunidos em Brasília para discutir propostas para o revigoramento e reestruturação partidária.

Para Capiberibe, o momento político nacional “nos aponta a necessidade de convergência dos partidos de esquerda em apoio ao Governo Lula para a realização das grandes reformas estruturais - sistema político partidário, relações do trabalho e contas públicas - que farão avançar a democracia em nosso País”.

O PSB, acrescentou o senador amapaense, “dá um importante exemplo ao propor questões como a sua própria reestruturação, que deve ser entendida de forma ampla na direção de um debate político sobre o País e o caráter da Democracia que almejamos”.

ECONOMIA SOLIDÁRIA

Ao plenário do Diretório Nacional do PSB, Capiberibe defendeu a tese de que “é preciso, mais uma vez, recriar a utopia e retomar o processo civilizatório interrompido com a queda do socialismo real”. A última década, acrescentou, “foi marcada pela ditadura do mercado que regulou nossas vidas como se nada mais fosse importante”. A contrapartida a essa visão política unilateral “vem sendo não apenas o preocupante déficit das contas nacionais mas também, em termos globais, o aprofundamento da crise ecológica”.

A resposta a todos esses desafios, disse também Capiberibe, “deve ser dada pela política”. Nesse sentido, “não tem mais razão de ser a tese de que os meios de produção devem ser socializados, uma visão da realidade que já foi superada”.

Em oposição ao modelo atual “devemos discutir uma nova economia solidária que seja o reflexo e mobilize desejos e necessidades de todos os brasileiros”. Da mesma forma, “um partido político, como o nosso, com uma longa tradição de lutas sociais e defesa dos excluídos de toda ordem, deve orientar sua reorganização em função das demandas sociais e apoiar firmemente a organização da sociedade civil”.

No Brasil, exemplificou, o número de organizações civis ainda é extremamente pequeno “mas há um avanço significativo que precisa ser acompanhado pelos partidos políticos que se distanciaram dos problemas reais e, agora, têm o dever de expressar e canalizar a energia militante da sociedade”.

SOCIALISMO ECOLÓGICO

“O Brasil é uma potência ambiental e ainda precisa se dar conta dessa sua vantagem para a construção de uma sociedade aberta, plural e que supere o mero consumismo e a alienação cultural”. Os biomas e os recursos naturais brasileiros “constituem um patrimônio social” e não devem ser “destruídos em função de ganhos imediatistas - os melhores solos vêm sendo ocupados para cultivos como os da soja ou da cana-de-açúcar”.

Por isso, “é muito importante que discutamos a transformação do patrimônio ambiental em bem público, considerando os recursos naturais - água, ar, solos, fauna e flora - como pertencentes à toda a sociedade, condição para eliminar sua utilização predatória”. Fenômeno recente, “também vem crescendo em nosso País a consciência ambiental e a incorporação à vida social e produtiva de leis de proteção aos ecossistemas”. Essa “socialização” do uso dos recursos naturais é “um novo caminho que precisa ser discutido, se quisermos construir uma nova democracia e dar um novo sentido à utopia socialista, só que desta vez em harmonia conosco mesmos, ou seja, no sentido de que nós, seres humanos, também somos parte integrante e ativa da natureza planetária”.

Esse conflito entre uma necessária economia solidária e a economia neo-liberal predatória “existe desde já se meditarmos no fato de que o jogo da guerra no Iraque tem o petróleo como seu maior trunfo como recurso natural estratégico”. O Brasil deve estar consciente de que “poderemos ser o Iraque do século XXI, em função de nosso patrimônio ambiental, a nossa biodiversidade ainda mal pesquisada e crescentemente dilapidada e, especialmente, nossa abundância em água”.

Finalmente, disse o senador Capiberibe, “é fundamental considerar como um patrimônio coletivo estratégico a cultura popular com base no simples fato de que essa memória social é o alicerce e a alma de uma democracia plural”. A cultura brasileira “é aberta ao mundo e generosa como raras o são, e só poderá continuar a ser assim se preservar e elaborar nossas raízes”. Citou como exemplo o carnaval brasileiro onde as figuras do mestre sala e da porta-bandeira são ícones da nossa cultura popular. Mesmo assim, “nunca se projetou utilizá-los para a criação de brinquedos infantis” em um mercado que “comercializa produtos para o imaginário de nossas crianças na sua maioria criados com símbolos de culturas respeitáveis, mas estranhas à nossa realidade, como são por exemplo as bonecas tipo barbie”.

Gabinete do Senador João Capiberibe - Senado Federal -
Assessoria de Imprensa - e-mail: [email protected]

 



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Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
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O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
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É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
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Perto ou em volta de alguma coisa
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Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
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Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
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Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
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Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.