Empreender de Laranjal do Jari
e Oiapoque
promove feiras de artesanato

Tanha Silva

Duas feiras de artesanato estão programadas para acontecer no interior do
estado neste mês de maio. A primeira, no município de Oiapoque, distante
590 quilômetros da capital, Macapá, vai reunir cerca de dez artesãos no dia
23, data em que se comemora os 58 anos de aniversário do município. A feira vai coincidir com os festejos.

As barracas serão montadas na praça Ecildo Crescêncio para exposição e venda dos mais diversos tipos de artesanato como colares indígenas, objetos feitos com retalhos de tecidos (bolsas, colchas), vime, madeira e produtos criados à base de material reciclado.

Em Oiapoque existem quatro núcleos do projeto Empreender, que são grupos setoriais formados por área de atuação: artesanato, moveleiros, cabeleireiros e costureiras. Todos estarão envolvidos na feira organizada pelo núcleo de artesanato. Os moveleiros vão expor e vender sua produção.

Costureiras e cabeleireiros estão preparando um desfile de moda com modelos exclusivos e penteados criados pelos profissionais da beleza. Além disso, toda a culinária do evento está a cargo dos cozinheiros, doceiros e outros profissionais dessa área, convidados para fornecer a alimentação dos participantes e dos visitantes.

A consultora do projeto Empreender naquele município, Aurora dos Santos Paiva, informou que "o planejamento é promover a feira a cada dois anos, dependendo do resultado dessa primeira experiência".
A Associação Comercial de Oiapoque está apoiando a iniciativa.

No dia 31 de maio é a vez de 35 artesãos do município de Laranjal do Jarí, ao sul do Estado, promoverem uma feira semelhante. Eles prometem produtos diversificados para oferecer bastante opção para o público visitante. São peças em entalhe de madeira, cipó, crochê e outros tipos artesanais.
"Por meio dessas feiras queremos atrair mais pessoas para os núcleos setoriais do Empreender e, assim, fortalecer o associativismo", confessou Francisco Rodrigues Neto, consultor do projeto em Laranjal do Jarí.
"Está nos nossos planos termos, em breve, um lugar permanente para comercialização dos produtos locais", acrescentou Neto.


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.