Artesanato do Maruanum tem a cara do Amapá


Comunidade quilombola do Maruanum se estende por uma vasta riqueza difundida nos costumes caracterizados pela dança, cantos e traços estéticos únicos no Estado.

Denyse Quintas

O Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Amapá está unindo parceiros para resgatar a identidade do Maruanum, sendo que o Programa de Artesanato do Sebrae, é o grande motivador para a criação dessa consciência de preservação e resgate cultural das mulheres artesãs do Maruanum.

Maruanum é uma comunidade quilombola que está localizada a aproximadamente 50 Km de Macapá, capital do Amapá. As artesãs que ali vivem produzem louças da argila encontrada na própria localidade e seu processo é inteiramente natural, desde a extração até o produto acabado.

Na produção de suas louças são utilizadas também duas matérias primas: o CARIPÉ (cinzas da casca da árvore "Caripezeiro") e o JUTAI CICA (resina vegetal do Jatobá), que são incorporadas em etapas distintas; - a primeira, o Caripé é misturado na argila antes da queima, aumentando a resistência das peças e na segunda, o Jutaí é incorporado após a queima, impermeabilizando internamente as panelas, proporcionando um brilho natural que encanta os olhos dos consumidores, fazendo com que os alimentos não entrem em contato com a cerâmica.

Segundo o gestor do Programa de Artesanato, Cristiano Oliveira, essas técnicas foram adquiridas através das relações dos negros com os índios que existiram naquela localidade, são fatos relatados pelas artesãs mais antigas da região.

Alguns grafismos próprios das artesãs são acrescentados para embelezar as louças, dando um toque especial que retrata a simplicidade e o repertório existente em cada uma que produz o artesanato do Maruanum.

Toda a produção das artesãs está envolvida com crendices e hábitos, como uma cantoria improvisada ritmada pela sincronia das mulheres no momento da produção, demonstrando o afeto e prazer no que fazem. Esse canto é típico de suas festas locais, o Marabaixo, onde se encontra devoção aos santos e paganismo, embalados por uma alegria contagiante.

"A produção, ainda exclusiva das mulheres, reflete lendas e crendices, fazendo das louças do Maruanum, um legado que precisa ser preservado, valorizado e divulgado para a nossa memória, quanto brasileiros, para que permaneça viva pelas próximas gerações", disse, Cristiano.

Atualmente, a produção não consegue atender a demanda externa devido a falta de infra-estrutura e condições técnicas necessárias para viabilizar o desenvolvimento do artesanato do Maruanum.

O Cara Brasileira, Programa de mídia de alcance nacional do Sebrae, poderá ser um grande aliado neste desafio que é melhorar a qualidade de vida e dignidade das mulheres da Comunidade do Maruanum, as quais possuem habilidade artística, criatividade e alegria de viver, características fundamentais para atingir um caso de sucesso, servindo de exemplo para outros Arranjos Produtivos do Artesanato no Amapá.


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
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Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.