Osmar Júnior canta o amor no
final da Feira dos Estados.

A Festa dos Estados encerrou domingo, 11, com uma avaliação positiva sobre a participação do Amapá. Considerado como um dos três melhores da feira pelos visitantes, o estande do Amapá mostrou as potencialidades do Estado em vídeos, artesanatos, artes plásticas, culinária, música, dança e produtos fitoterápicos.

“A expectativa foi além do que se esperava, pois o estande tornou-se uma vitrine do Estado. O nosso açaí e outros sucos de frutas regionais, assim como alguns pratos da nossa culinária, passam hoje a ser produtos de exportação”, avaliou o secretário extraordinário Valdenor Guedes.

O otimismo do secretário é justificado pelo intenso fluxo de visitantes e o sucesso nas vendas dos produtos. As peças das mulheres indígenas, das louceiras do Maruanum, dos artistas plásticos Raimundo Pantaleão, Vanessa Botelho e Eriberto de Souza foram todas vendidas.

“A participação do Amapá só foi possível porque o governador Waldez Góes acreditou que um evento deste nível poderia vender bem, no bom sentido, o que há de melhor no Amapá para o restante do Brasil”, completou Valdenor.

O estande resultou de um trabalho conjunto da Secretaria Extraordinária do Governo do Amapá em Brasília, Instituto de Desenvolvimento do Turismo (Detur) e Fundação de Cultura do Amapá (Fundecap).

Para Julieta Monteiro, coordenadora de eventos da Fundecap, a união entre os três órgãos foi fundamental para que todas as dificuldades fossem superadas. “Formamos um grupo uniforme e isso ajudou a superar os obstáculos conseqüentes do curto espaço de tempo que tivemos para organizar tudo”.

SENSACIONAL
Osmar Junior e o Grupo Samburá encerraram a participação do Amapá na Festa dos Estados com o som e a poesia traduzida nos textos e na arte dos corpos. No final da tarde de domingo, centenas de pessoas cercavam o palco da ala dos estados.

Osmar Júnior, acompanhado por Helder Melo e Sérgio Gato, cantou e emocionou o público. O repertório lembrava o projeto de venda do Amapá para pagar a dívida externa; as lavadeiras do Igarapé; e São José, o padroeiro. Falou de amor, da cor da Amazônia e da preservação de nossas riquezas; de “panema” e esperança para brasileiros, peruanos e “otros ermanos”.

“Precisamos vender a marca do Amapá, através da culinária, do artesanato, enfim, da arte. Como músico, sinto-me lisonjeado por ter sido convidado para representar o Amapá. Como amapaense, fico orgulhoso de ver o Amapá se destacando na Feira”.

O grupo Samburá se apresentou com oito componentes. Coreografias lembravam os rituais e os problemas sociais das comunidades indígenas; a cultura afro-descendente com o batuque e o marabaixo; a lenda do boto; e aspectos urbanos na dança contemporânea.

Poemas de Joãozinho Gomes, Naldo Maranhão e Rocha Filho faziam parte das coreografias. “Sensacional!”, gritou alguém com acentuado sotaque sulista, enquanto as caboclas amapaenses dançavam.

O grupo conquistou a simpatia do público e principalmente dos gaúchos, que gentilmente cederam mais dez minutos para o Samburá concluir sua apresentação.

“Quero parabenizar o Amapá pelo show de preservação cultural que nos proporcionou agora”, disse o apresentador do grupo dos pampas.

Miguel Marinho, diretor artístico do Samburá, falou sobre a importância da participação do grupo no evento. “O amor que temos por nossa Terra, pelo que ela nos proporciona, sua natureza, sua força nativa, nos faz sentir, orgulhosos de estar aqui neste momento, mostrando a riqueza do nosso folclore ao Amapá, ao povo brasileiro e ao mundo”.

Além dos 22 estados brasileiros, 13 países participaram da Festa dos Estados este ano.

UMA COZINHA DIFERENTE
O restaurante do estande funcionou em período integral. “É uma comida diferente, exótica e muito gostosa”, resumiu o mineiro José Oliveira.

O difícil é dizer qual o prato foi mais requisitado. Do pitu ao tucupi, passando pelo arroz tucuju, todos foram igualmente consumidos. Na pesquisa informal realizada na Feira, o estande do Amapá ficou no segundo lugar e a culinária foi considerada uma das melhores do Brasil.

“Isso nos anima a investir muito mais no setor de turismo para que o nosso empresariado acredite que o Amapá tem potencial para atrair investimentos nessa área”, festejou Valdenor Guedes.

O açaí, “batido” na hora, era a estrela do estande. “Já tomei muito açaí, mas este é o melhor que encontrei até hoje”, afirmou o paulista Jorge Fernando Barbosa de Oliveira.

Quem não o conhecia, especialmente os estrangeiros, queriam provar, tocar no fruto e ver como se processava o suco. “É simplesmente maravilhoso!”, exclamou a gaúcha Marlene Gattermann.

Graça Penafort




Doce Amazônia

Doces e licores
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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.