Violência contra as mulheres não é "privilégio" do Brasil

Quase sete milhões de mulheres são vítimas de espancamento no país, o que corresponde a 11% das brasileiras maiores de 15 anos. O marido e o parceiro são apontados como os agressores mais freqüentes. É o que indica o Relatório Nacional sobre Direitos Humanos no Brasil, patrocinado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos e que foi apresentado em maio deste ano.

Esse assunto foi tema de discurso proferido pela deputada Janete Capiberibe, do PSB do Amapá, nesta terça-feira, 12/08, na Câmara dos Deputados em Brasília.

"Embora o esforço e a luta pelo fim da violência mobilize mulheres e homens no mundo todo, esta lamentável situação continua ocorrendo e os número nos deixam estarrecidas", salienta a parlamentar.

Segundo o Organização Mundial de Saúde, pelo menos uma em cada três mulheres no mundo já sofreu agressão física, foi forçada a ter relações sexuais, ou passou por outras formas de violência. Estudos recentes na América Latina apontam que em alguns países o percentual de mulheres agredidas fisicamente por um homem pode chegar à 50%. No Brasil o percentual é de 20% de mulheres adultas que sofrem violência do marido ou companheiro a cada ano.

O jornal Francês “ Le Monde Diplomatique” apresentou este mês um artigo revelando que na França morrem, mensalmente, seis mulheres espancadas por seus respectivos cônjuges; uma a cada dez mulheres adultas é vítima de algum tipo de violência conjugal seja ela sexual, psicológica ou econômica. Na Espanha, a cada ano, 30.000 mulheres denunciam serem vítimas de maus-tratos. Neste país ainda, só neste ano, 43 mulheres já foram assinadas por seus cônjuges.

O que nós podemos observar é que o fenômeno da violência contra a mulher é um fenômeno mundial e que ocorre em todas as camadas sociais, nas casas de desempregados, de médicos, de funcionários públicos, de policiais, de engenheiros, enfim, em todos os países e em todas as classes sociais.

"Nosso esforço deve ser o de dar visibilidade e conscientizar as pessoas da gravidade destas ocorrências e nos mobilizar para garantir medidas protetivas à mulheres e políticas públicas que as ajudem a recomeçar suas vidas pois é extremamente difícil sair ilesa de uma situação extrema de violência", finalizou Janete Capiberibe.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.