Mulheres de Porto Velho exportam artesanato

Local: São Paulo - SP
Fonte: O Estado de S.Paulo
Link: http://www.estado.com.br/

Porto Velho - Mulheres de baixa renda do bairro Pantanal, um dos mais carentes de Porto Velho, estão exportando para França, Bélgica e Estados Unidos redes, cestos e outras peças feitas com matéria-prima da floresta. O material é diferenciado. As redes, por exemplo, não têm nós e são enfeitadas com sementes de tucumã, uma planta comum na Amazônia.

A primeira remessa de mercadorias para o exterior foi em março e movimentou cerca de R$ 30 mil. A exportação mudou a vida de mulheres como a dona de casa Raimunda Conceição Reis, de 51 anos. "Fui envelhecendo, achando que a vida já não me reservava nenhuma surpresa. Me sentia inútil porque, mesmo passando por necessidades, não estava preparada para ingressar no mercado de trabalho."

Há um ano, Raimunda se matriculou no Centro Sócio-Educacional Salesiano, ligado ao Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi). Com outras mulheres, aprendeu a fazer as cestas de palhas e as redes de algodão artesanais, que agora são exportadas para a Europa. "Não sei nem onde fica no mapa, mas me sinto muito importante, sabendo que meu trabalho chega tão longe." Para cada rede que fabricava, Raimunda ganhava R$ 35, mas nos últimos meses abandonou o tear para ensinar outras mulheres a confeccionar as peças. O trabalho rende R$ 300 a cada duas semanas. A vida de Raimunda, assim como a de 230 mulheres que foram treinadas para fabricar as peças, poderá melhorar ainda mais.

O presidente do Simpi, Leonardo Sobral, disse que o artesanato delas irá cada vez mais longe.

"O Simpi mantém uma loja em Porto Velho e outra na cidade de Clearwater, na Flórida, e agora gravamos um documentário em vídeo, em português, inglês e francês, mostrando a produção dessas mulheres. Isso ajudará na conquista de novos mercados."

Nilton Salina


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.