Editorial da Folha de São Paulo pede apoio para projeto de Capiberibe.

O projeto do senador João Capiberibe, do PSB do Amapá, que determina a exposição nos rótulos dos produtos vendidos ao consumidor, do valor do imposto pago por ele, é o tema do editorial de hoje do jornal Folha de São Paulo, que você lê abaixo..

IMPOSTOS ÀS CLARAS

Merece apoio o projeto de lei do senador João Capiberibe (PSB-AP) que estabelece a obrigatoriedade de constar na apresentação de mercadorias e serviços informações a respeito do peso dos impostos no preço final. A medida pode contribuir para despertar a consciência cívica do cidadão, isto é, alertá-lo de que é um pagador de impostos e, também nessa condição, deve cobrar contrapartidas do Estado que ajuda a financiar com o seu trabalho.

Com efeito, existe no Brasil uma sensação difusa e errônea de que tudo o que é oferecido pelo poder público o é a título de favor, graça ou dádiva e não como direito da cidadania. Por aqui, muitos -especialmente entre os mais pobres- acreditam que, por estarem isentos do Imposto de Renda, não pagam tributos, quando, na verdade, o fazem em proporções crescentes para satisfazer à sanha arrecadatória de um setor público fortemente endividado.

Como exemplificou o senador Capiberibe, para construir uma casa de R$ 45 mil, o contribuinte paga de impostos mais de R$ 22 mil, o que representa 49,5% de carga tributária; na margarina de 500 gramas, o imposto incidente chega a 37,18%; no açúcar, a carga é de 40,5%; numa caixa de um litro de leite longa vida, um terço do valor vai para a União, os Estados e os municípios.

É saudável que os impostos indiretos possam sair do manto de invisibilidade em que se encontram e sejam expostos à população. A transparência ajudará a sociedade a ter uma percepção mais direta da carga tributária vigente no país, hoje da ordem de 38% do PIB -uma das mais altas do mundo, comparável às de países europeus, que prestam serviços de qualidade à população.

É evidente que a discriminação dos impostos em etiquetas de preços não resolverá o odioso caos tributário nacional, mas poderá ter o efeito didático de ajudar a desenvolver entre os brasileiros a cultura do "tax payer", que costuma fazer-se acompanhar da consciência de que o cidadão é um titular de direitos e não um mero recebedor de favores.

Editorial principal do jornal Folha de S.Paulo, edição de 13/08/04

 


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.