Guilherme Arantes comemorou
25 anos de
carreira em show no Bacabeiras

O show comemorativo aos 25 anos de carreira do cantor e compositor paulista Guilherme Arantes, realizado em Macapá, no último fim de semana, lotou o Teatro das Bacabeiras e o Malocão da AABB – Associação Atlética Banco do Brasil.

Guilherme Arantes se apresentou, acompanhado de seu piano eletrônico, fazendo uma retrospectiva das canções que marcaram a sua carreira.

Gripado e tendo dificuldades com o fone de ouvido que lhe dava o retorno do som, no Teatro das Bacabeiras, o artista interrompeu por duas vezes a apresentação, com o intuito de corrigir as falhas, depois de solicitar que o sistema de refrigeração do palco fosse desligado. Feito os reparos, Guilherme Arantes foi mostrando ao grande público obras que gravitam o Universo da MPB há pelo menos 25 anos. De “Meu Mundo e Nada Mais” (1976), que foi tema da novela “Anjo Mau”, até “Prontos para Amar” – último sucesso da trilha da novela, também global, “Porto dos Milagres”, de 2001.

A partir da segunda canção apresentada – o clássico “Amanhã” –, o público fez coro com Guilherme Arantes. Ao anunciar que autorizara a utilização da obra no programa do candidato do PT à presidência da República, o artista foi muito aplaudido. “A letra de ‘Amanhã’ eu fiz, quando ainda era estudante de arquitetura, depois de uma briga com a namorada e ter ficado muito angustiado. Eu tinha um fusquinha, saí pela estrada de Santos e fui compondo a letra”, conta. Para a conotação política identificada na mensagem da canção, ele explica que o período “estava lendo Maiakovski (poeta russo) ”.

O espetáculo contou com iluminação sutil, adequada para o estilo das músicas selecionadas. “Foi um show intimista feito com música pop”, ressaltou a cantora amapaense Ana Martel.

Em “Vivendo e Aprendendo a Jogar” (Nem sempre ganhando / nem sempre perdendo / mas, aprendendo a jogar...), imortalizada pela inesquecível Elis Regina, Guilherme Arantes temperou o ambiente intimista do show, sacudindo um pouco a platéia. “Ele é como vinho: quanto mais envelhecido, melhor!”, gritava a fã de meia idade, na poltrona, cantando tudo junto com o ídolo.

Guilherme Arantes é artista de poucas palavras. A música é a sua expressão maior. No intervalo de “Planeta Água” e “Deixa Chover”, elogiou a casa de espetáculos à qual se apresentava e demonstrou satisfação ao ouvir o público cantar com ele as canções.

“Lindo Balão Azul” (Pegar carona nessa cauda de cometa / ver a via-láctea / estrada tão bonita / brincar de esconde-esconde numa nebulosa / voltar pra casa nosso lindo balão azul...), foi acompanhada e aplaudida de pé pelo público.

O show, do Teatro das Bacabeiras, encerrou com o bis de “Amanhã” – a canção que vai fazer parte do programa de Luiz Inácio Lula da Silva.

Aroldo Pedrosa


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.