NADA A TEMER, SENÃO O CORRER DA LUTA.

*Randolfe Rodrigues

Quero agradecer a todos e todas aqueles que estiveram conosco nesta dura e difícil batalha que foi o processo eleitoral de 2006. Agradeço o carinho e a generosidade dos 4.283 amapaenses que depositaram fé e esperança em Randolfe 50150 e nas demais candidaturas do PSOL.
Foi uma eleição difícil, não tenho dúvida que a mais dura da história daqueles que fazem política com sonhos e princípios. Sofremos os impactos do descrédito e da apatia do povo com a política e com os políticos. Descrédito que corrói o sonho de mudança e o sentimento de que a organização popular é o principal caminho para mudar os rumos do Amapá e do Brasil.

Ao mesmo tempo, poucas campanhas na minha vida, propiciaram momentos tão emocionantes quanto esta. As dores do cansaço, o sofrimento das decepções e o sacrifício do distanciamento da família foram suavizadas pelas cartas de carinho de merendeiras, pelas lágrimas derramadas de serventes, pela rebeldia militante da juventude, pelas orações dos idosos, pelo agradecimento de mães servidoras públicas, pela alegria das crianças, pelo carinho das mulheres e pelo companheirismo do dia a dia. Tenho consciência que também fui vítima do injusto sistema eleitoral brasileiro que não premia os mais votados e sim os bem aventurados dos cálculos matemáticos eleitoralistas do coeficiente eleitoral, tenho igual consciência que se me sujeitasse a estes cálculos e estivesse presente em qualquer uma das outras coligações ou ainda não tivesse rompido com a opção partidária que estava há um ano atrás, poderia ter obtido sucesso eleitoral.

Porém para que isto acontecesse ao invés de hoje ter perdido o mandato, eu teria perdido os princípios, teria que ter sido convertido ao poder, teria que esquecer tudo pelo que lutei e defendi nestes 20 anos de militância na luta do povo. Portanto, não me arrependo um milímetro das minhas opções, não me rendi, não me vendi, não traí. Estou de cabeça erguida e com a consciência tranqüila.

São tempos difíceis, de desesperança para o povo, de dispersão e fragmentação para a esquerda socialista. Mas tenho profunda fé! Em Deus, nas lutas do nosso povo, na sua capacidade de reorganização, no desejo dos justos de se reagruparem, na esperança de muito mais cedo do que tarde desbravar caminhos socialistas.

A luta prossegue! Como nos ensina o poeta: nada a temer senão o correr da luta, nada a fazer senão esquecer o medo... Longe se vai sonhando demais.

A HISTÓRIA É NOSSA, E ELA É FEITA PELOS POVOS!

*Professor, Historiador e deputado estadual

Adelmo Caxias
Causas Cíveis, trabalhistas e Direito administrativo.
223-4299


Carlos Lobato

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.

Direito Penal e Tribunal do Júri
9972 4400

Vera Pinheiro
Causas cíveis
e
Direito de família
223 7100

Vera Pinheiro- Jamil Valente
Maria Pilar
Advocacia geral
Rua Manoel Eudóxio 928- Santa Rita
Telefone 223 7100

Dilson Ferreira
(CRM 235-AP)
Ginecologia e Obstetrícia
Av. Mendonça Furtado 1970- Santa Rita
Fone 222 3993

Bombons de chocolate
com recheio de frutas
.
Pedidos: 9968-3031
8112-8862

Rádio Som Eletrônica
Consetos Tv, video e rádio.
Leopoldo Machado 677
Jesus de Nazaré
3224-1473