Aposentadoria dos federais
leva governo a
fazer concurso para cobrir vagas

“Daqui a 10 anos não teremos mais servidores públicos federais trabalhando para o governo do Amapá”. A previsão é do secretário da Administração, Carlos Cantuária, justificada por números. A cada ano, pelo menos 70 funcionários da União entram com pedido de aposentadoria ou de redistribuição.

O Executivo estadual conta hoje com o reforço em seu quadro de pessoal de apenas 7.950 servidores federais civis. No setor militar o número de servidores federais está decrescendo em maior escala. “Hoje só temos 88 bombeiros e 1.134 policiais militares federais”, destacou.

Se antes o número de servidores federais era muito superior ao de estaduais, hoje isso não mais ocorre, os servidores civis no quadro efetivo do Estado já totalizam 11.099, eles são os responsáveis pela execução dos serviços nas áreas de educação, saúde, infra-estrutura, segurança, fiscalização, arrecadação, cidadania, agricultura, transportes, entre outras. Já os militares somam 1.900, entre policiais e membros do Corpo de Bombeiros.

Segundo o secretário, a solução adotada pelo governo para suprir as vagas deixadas em aberto pelos servidores federais que se aposentam ou mudam de cidade é a realização de concursos públicos, que aparecem como solução para a crescente evasão de técnicos, ação que vem acontecendo desde o ano passado quando foram realizados dois concursos para a Polícia e Corpo de Bombeiros Militar, o primeiro para soldados e o segundo para oficiais.

Mesmo reconhecendo a carência de funcionários em alguns setores, Cantuária afirma que a realização de um concurso público demanda tempo, até porque tem que ser levado em consideração, entre outros aspectos, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita os gastos da administração pública com pessoal, e ações administrativas, até que se chegue à publicação do edital e realização das provas.

Outro ponto abordado pelo secretário é com relação aos contratos administrativos, que hoje absorvem cerca de 2.500 profissionais. Segundo ele, ao longo dos anos esses contratos foram utilizados como força política. “Os com tratos administrativos só devem ser feitos em casos de emergência e não indiscriminadamente. Nossa intenção é fazer concurso para acabar com os contratos e gradualmente organizarmos o quadro de servidores”, afirmou.

Concursos para a área de saúde e para a Fundação da Criança e do Adolescente já estão com estudos preliminares prontos e devem acontecer ainda no primeiro semestre deste ano. O da saúde é um dos mais esperados pela população.

 


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.