Sebrae estuda a rota da Pororoca no Amapá

A intenção é mapear todo o trajeto turístico desde a saída de Macapá, capital do Amapá, até os locais onde ocorre o fenômeno da Pororoca.

Tanha Silva

Uma equipe composta por cinco técnicos do Sebrae no Amapá, dois bombeiros e um consultor na área de turismo deixou Macapá com destino aos municípios que estão no roteiro turístico de um dos fenômenos naturais mais impressionantes vistos nos rios do Amapá, a Pororoca.

O objetivo é mapear o roteiro turístico de Macapá até os municípios de Cutias do Araguari e Itaubal do Piririm, além da comunidade de Pacuí, passando por lugarejos que abrigam toda uma riqueza ambiental propícia para o incremento da atividade turística no Estado.

A equipe está fazendo o levantamento das potencialidades empreendedoras das localidades. Bares, lanchonetes, restaurantes, pousadas e outros serviços oferecidos aos visitantes, incluindo os pontos de parada em toda a extensão da rodovia, serão catalogados para posterior assistência por parte do Sebrae. Cursos e treinamentos para melhorar o atendimento e a oferta de serviços com vistas ao turismo serão oferecidos.

As principais informações referentes aos municípios, bem como demandas e necessidades das comunidades estão sendo estudadas também. Atrativos como ninhais e a presença dos botos cor-de-rosa valorizam o roteiro. Os técnicos do Sebrae estão usando formulários de pesquisa para diagnosticar a situação dos micro e pequenos empreendimentos. Estão na agenda também reuniões em órgãos com potencial de parceria na ação planejada pelo Sebrae.

O Sebrae já tem a parceira das Prefeituras de Itaubal e Cutias para a realização dessa missão e do Projeto a ser desenvolvido.

"Os prefeitos Leopoldo Machado e Justo Barbosa vieram pessoalmente aqui no SEBRAE confirmar o apoio ao Projeto. O secretário de turismo de Cutias, Wank do Carmo, está acompanhando a missão. Além do interesse pelo projeto, a Prefeitura de Cutias está concorrendo ao Prêmio Prefeito Empreendedor com o seu Projeto do Surf na Pororoca", disse Lindeti Góes, assessora técnica do Sebrae.

Após o mapeamento será formatado um projeto de incentivo ao investimento empresarial na rota da Pororoca levando-se em consideração as potencialidades para ações de econegócios e gestão ambiental no roteiro pretendido, além da situação geográfica da região e as diversas formas de acesso aos locais do fenômeno.

Outras missões semelhantes vão acontecer nos próximos meses para que outros roteiros diferentes sejam estudados.

Em abril uma missão do Sebrae Nacional e mais convidados como Embratur, BNDES e empresários do setor turístico nacional estarão no Amapá para conhecer o roteiro e ver a possibilidade de investimentos de grande porte no setor.

"A equipe liderada pelo diretor administrativo do Sebrae, João Carlos Alvarenga, está percorrendo todo o trajeto com permanência de dois dias no baixo Araguari, local onde ocorre o fenômeno da Pororoca com mais intensidade. Depois eles vão fazer a rota do Macacoari, em Itaubal, onde estão os ninhais e os botos cor-de-rosa, só retornando na próxima sexta-feira, 16", informou a assessora técnica.

Para o superintendente da Instituição, Reinaldo Gonçalves, "o Sebrae abre caminho, mais uma vez, para o empreendedorismo no Estado, agora no setor turístico aproveitando a beleza natural que privilegia o Amapá e o diferencia de outras partes do Brasil".


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.