Exportações podem ter desflorestado Amazônia
Levantamento conclui que governo tinha conhecimento da situação

Raymond Colitt
Em São Paulo

Novas evidências de que a rápida expansão do setor agrícola brasileiro, impulsionada pelas exportações, está contribuindo para a derrubada da floresta tropical amazônica surgem de um estudo que está sendo finalizado por um grupo de importantes organizações ambientais.

No entanto, há indícios de que, na verdade, o governo estava consciente do problema, depois de negar essa ligação durante anos.

As plantações de soja, a principal cultura, aumentaram mais de 50% desde 2001 e trouxeram para o Brasil mais de US$ 10 bilhões em divisa estrangeira no ano passado.

Embora os plantadores de soja geralmente não derrubem as florestas, os autores do relatório dizem que eles propiciam o desflorestamento ao empurrar os pecuaristas e plantadores de arroz para dentro da floresta.

"A cultura de soja induz ao desflorestamento, empurra a fronteira agrícola", disse Roberto Smeraldi, coordenador do estudo conduzido pelo Fórum Brasileiro de 19 organizações ambientalistas, que incluem WWF, Greenpeace e Amigos da Terra.

Temendo as restrições ambientais e críticas internacionais, o poderoso lobby agrícola e partes do governo rejeitaram durante anos a ligação entre a agricultura mecanizada em larga escala e a degradação da maior floresta tropical do mundo.

Nesta semana, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), um banco de cérebros do governo, afirmou que a maior parte do crescimento da produção de soja nos últimos anos veio da expansão de terras agrícolas existentes e da transformação de pastos, e não de florestas. Preparar a floresta para a cultura de soja "exige tempo e infra-estrutura", diz o relatório.

No entanto, usando fotografias aéreas, os grupos ambientalistas mostraram
que a floresta derrubada no norte do Estado de Mato Grosso no ano passado foi plantada com soja logo depois. Ao mesmo tempo, a área de gado e arroz em áreas próximas, antes de floresta, aumentou de fato, aparentemente deslocada pelas fazendas de soja.

Os pesquisadores admitem que essa área talvez não reflita toda a região amazônica, mas muitos ambientalistas temem que o avanço da agricultura para a Amazônia possa se intensificar.

"O objetivo do estudo foi conscientizar as autoridades do problema e trabalhar com elas em busca de soluções", disse André Lima, co-autor do estudo e coordenador de reflorestamento do Instituto Sócio-Ambiental (ISA), em Brasília.

Roberto Rodrigues, o ministro da Agricultura, agora indicou um assessor especial para assuntos amazônicos e produziu um documento que inclui propostas como o aumento de impostos para o desflorestamento legal e critérios ambientais para empréstimos agrícolas.

O governo também está trabalhando em um mapa do uso da terra na Amazônia para melhor regulamentar a agricultura. Alguns ambientalistas pedem que os negociantes adotem voluntariamente critérios ambientais para a compra de grãos.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
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