IBGE vai medir uso da internet no País


A primeira pesquisa oficial sobre acesso à rede mundial de computadores no Brasil servirá para embasar políticas públicas

Jamil Chade
Correspondente


GENEBRA - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quer fazer um mapeamento de quantos brasileiros contam com um acesso à internet.
Na próxima segunda-feira, em Brasília, a entidade se reúne para tomar uma decisão sobre o levantamento, que seria o mais completo já realizado no Brasil e traria os primeiros resultados em 2006.

Apesar do desenvolvimento relativamente rápido da internet no País, até hoje apenas institutos privados fizeram pesquisas sobre quem são os brasileiros que contam com a nova tecnologia. Dados oficiais, porém, não existem, dificultando o trabalho do governo em adotar uma política para democratizar o acesso à rede mundial de computadores. Nesta semana, em Genebra, representantes do IBGE estão participando de uma reunião na
Organização das Nações Unidas (ONU) exatamente para debater como realizar levantamentos sobre a tecnologia da informação. O esforço da ONU faz parte de um plano da organização para montar uma estratégia de inclusão digital nos países em desenvolvimento.

No caso do Brasil, um número indicado pelos próprios relatórios da ONU aponta 14,3 milhões de internautas em 2002, o maior índice da América Latina. A região contaria com 44 milhões de usuários. Os dados, porém, são baseados em pesquisas parciais feitas por entidades privadas. No último documento da ONU, publicado no final de 2004, a Europa aparece com uma taxa de penetração da internet três vezes maior que a do Brasil.

O estudo também indica que, no mundo, os usuários da rede de computadores chegam a 676 milhões de pessoas, 11,8% da população do planeta. Em 2004, pela primeira vez, os países em desenvolvimento estão apresentando um índice de crescimento da internet maior que as economias ricas.

Para o IBGE, um levantamento vai dar a oportunidade para que o governo possa direcionar suas atividades a regiões e camadas da população que até agora não contam com os benefícios da internet. O projeto, caso se concretize, seria financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Conselho Gestor da Internet.

 


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.