Cooperativa de castanheiros do Jari é
acusada de desvio de dinheiro público

A situação enfrentada pelos castanheiros do sul do Estado, em Laranjal do Jari, a cerca de 270 quilômetros da capital, não difere muito das dificuldades vividas hoje pelos pescadores e agricultores da região do Bailique. A questão é a mesma falta de capacidade de gerenciamento e irregularidade no uso do dinheiro público. A acusada desta vez é a Cooperativa Mista dos Produtores Extrativista do Rio Iratapuru (Comaru). A inadimplência da Cooperativa na prestação de contas dos recursos que recebeu chega a R$ 150 mil, que reúne cerca de 14 convênios inadimplentes.

Kelson de Freitas Vaz, ex-gerente geral do Projeto Castanha-do-Brasil, garantiu que a má aplicação dos recursos ocorreu na gestão dos ex-diretores da Comaru, Mariolando Araújo, Josué dos Santos e Sebastião Araújo Castelo, o “Braz”, os três ligados à mesma família e, que já foram denunciados junto ao Tribunal de Contas do Estado e a Justiça, de Laranjal do Jari por crime de irresponsabilidade administrativa. “Caso se comprove o desvio de recursos, a Cooperativa terá que devolver todo esse dinheiro e os ex-diretores serão responsabilizados”, frisou Kelson de Freitas.

O ex-gerente de projeto garantiu que a Comaru recebeu cerca de R$ 1,3 milhão, incluindo investimentos do Governo do Estado, na gestão anterior, do Governo Federal, via Ministério do Meio Ambiente (MMA), e da Fundação Nacional da Biodiversidade (FUNBIO).

O recurso, segundo Kelson de Freitas, que hoje trabalha na Prefeitura Municipal de Laranjal do Jarí, era destinado, entre outras coisas, a construção da Fábrica de Beneficiamento de Biscoito de Castanha-do- Brasil, compras de máquinas e equipamentos, instalação de um gerador de energia elétrica, de um sistema de água tratada e execução do projeto de beneficiamento da borracha ecológica. Além disso, o dinheiro deveria ter sido empregado na compra de outros equipamentos para a cooperativa.

Kelson destacou que um levantamento prévio feito junto a Comaru, descobriu que dois veículos que deveriam ter sido comprados com os recursos dos convênios nunca foram adquiridos.

O sumiço de vários documentos financeiros referentes aos convênios assinados tanto com o Governo do Estado e o Governo Federal é um dos piores empencilios que a atual diretoria da Comaru enfrenta para iniciar o processo de prestação de contas. Na opinião de Kelson, quem padece com isso é o castanheiro e as famílias que dependem diretamente dessa mão-de-obra. Segundo ele, sem incentivos tecnológicos e financeiros os atravessadores, vindos do vizinho Estado do Pará voltaram com o monopólio desse mercado na região do Jari. “Hoje são os atravessadores quem estão comprando a castanha-do-brasil coletada na floresta de Laranjal do Jari; são eles quem ditam as regras e pagam quanto querem pela castanha”.

Edy Wilson da Silva


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Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
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Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
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Massaranduba
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Madeira preta, gente grossa mal educada.