Encontro Nacional reunirá
indígenas e organizações

Organizações indígenas e instituições não governamentais que apóiam e participam do movimento indígena brasileiro, realizarão, no período de 25 a 30 de abril, no Espaço Cultural da Câmara dos Deputados em Brasília, o Encontro Nacional dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil. A falta de respostas efetivas do governo para garantir a integridade dos povos indígenas, as freqüentes ameaças, o desrespeito à demarcação de suas terras e à diversidade cultural, bem como uma sobrevivência digna são os principais motivos que levaram o movimento indígena a organizar o encontro.

Entre os assuntos a serem debatidos durante o evento destacam-se uma nova proposta indigenista do governo Lula: a criação do Conselho de Política Indigenista, Conferência dos Povos Indígenas, política de saúde, educação e sustentabilidade dos povos, estratégia para a aprovação do Estatuto dos Povos Indígenas, discussão e planejamento de uma Assembléia Indígena Nacional, ampliação de aliança com aqueles que lutam pela preservação do meio ambiente e reflexão sobre a Convenção 169 da Organização internacional do Trabalho, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

O encontro pretende reunir representantes de povos indígenas com experiência no movimento indígena, com lutas expressivas pela terra e sustentabilidade e que atuam na articulação de professores, agentes de saúde, mulheres, estudantes, parlamentares e líderes religiosos indígenas. Já estão confirmadas as participações de lideranças Macuxi (RR), Xukuru (PE), Atikum (PE), Kaingang (RS), Guarani-Kaiowá (MS), Pataxó Hãhãhãe (BA), além de representantes do Amazonas, Rondônia, Acre, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e estados do nordeste.

Na preparação do encontro estão a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Associação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas e Espírito Santo (Apoinme) e a Comissão Indígena Pós Conferência.

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.