Governo de Rondônia estima que
US$ 6 bilhões em
diamantes foram retirados do Estado


PORTO VELHO- Nenhuma empresa pública ou privada tem autorização para pesquisar ou extrair diamante na reserva indígena Roosevelt. Nem mesmo os índios poderiam retirar o mineral da área. Ainda assim, o governo de Rondônia calcula que a exploração ilegal já proporcionou lucro de cerca de US$ 6 bilhões.

O estado não viu um tostão desse dinheiro, afirma a diretora da Companhia de Mineração de Rondônia, Leandra Vivian. Estudos preliminares da companhia mostram que a região tem uma mina de diamante com 200 km de extensão. No mundo, a exploração de diamantes concentra-se no Congo, Austrália, Botswana e África do Sul.

No Brasil, os estados com as maiores reservas são o Mato Grosso e Minas Gerais. No caso de Rondônia, o geólogo Luís Antônio da Costa alerta para o impacto da exploração ilegal no meio ambiente, principalmente no Igarapé das Lajes, no município de Vilhena.

A retirada do diamante sem a técnica adequada leva à degradação do solo e da qualidade da água, lembra Costa, chefe interino da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) em Rondônia. O desmatamento feito para a entrada das máquinas também compromete seriamente a biodiversidade local, acrescenta.

De acordo com o governo de Rondônia, existem indícios de retirada ilegal de diamante em outras áreas. O deputado federal Eduardo Valverde (PT-RO) vai propor, nesta semana, ao Congresso, a análise de projetos que definem se o minério poderá ou não ser explorado na região.

No último fim de semana, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Pereira, disse, em nota à imprensa, que vai tomar medidas para resguardar a segurança da tribo que mora na reserva Roosevelt. Em 1963, um confronto com garimpeiros reduziu a população Cinta Larga de cinco mil para 1,3 mil índios. Em sua página na Internet, a Funai mantém link para uma campanha de apoio à tribo.

 


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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
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Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.