Segurança alimentar para os povos indígenas

O Dia de Campo na TV desta semana vai ao ar dia 16 de abril, sexta-feira, das 9h às 10h da manhã (horário de Brasília). O assunto será Segurança Alimentar para os Povos Indígenas. Este programa é produzido pela Embrapa Informação Tecnológica, em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, localizadas em Brasília - DF, unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Somando mais de cinco milhões de índios na época da colonização do Brasil, hoje essa população é de pouco mais de trezentos e quarenta mil. As etnias restantes procuram manter sua língua e suas tradições, frente a uma pressão constante do progresso. O povo Krahô, que habita o nordeste do Estado do Tocantins, em determinada época de sua história foi estimulado ao monocultivo, com a utilização de material híbrido, perdendo várias de suas sementes tradicionais, como o milho, por exemplo, sofrendo com isso um drástico empobrecimento cultural e comprometendo sua segurança alimentar.

Graças a Embrapa, que havia coletado material genético de milho em diversas aldeias no Brasil, na década de 70, com fins de conservação, foi possível restituir sementes tradicionais, consideradas perdidas. Esse contato originou o projeto Etnobiologia, Conservação de Recursos Genéticos e Segurança Alimentar, com o objetivo de enriquecer roças e quintais com a reintrodução de materiais genéticos considerados perdidos pelos Krahô e introduzindo outros, adaptados aos costumes locais, além de diversas ações para garantir a segurança alimentar daquele povo.

O Dia de Campo na TV é transmitido ao vivo do estúdio da Embrapa Informação Tecnológica, em Brasília, para todo o país, via satélite. Para assistir, basta sintonizar uma antena parabólica na polarização horizontal, banda C, transponder 6A2, freqüência 3930 Mhz, sinal aberto, ou uma antena doméstica, banda L, freqüência 1220 Mhz. O programa também é exibido pelo Canal Rural (Net, Sky e parabólica: freqüência 4171 Mhz, transponder 12A2, polarização horizontal).

Como o Dia de Campo na TV da semana é uma reprise, os telespectadores não poderão participar por telefone. As novas dúvidas do público, entretanto, podem ser enviadas para endereço eletrônico [email protected] e serão repassadas ao Serviço de Atendimento ao Cidadão da Unidade de pesquisa da Embrapa responsável pela tecnologia.

Mais informações:


Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Jornalista: Edvalson Silva - Mocoin (DF02998JP/03)
Fone: (61) 448-4770/448-4769
E-mail: [email protected]
http://www.cenargen.embrapa.br

Embrapa Informação Tecnológica
Jornalista: Jorge Macau (978/04/98/MA)
Fone: (61) 448-4590
E-mail: [email protected]
http://www.sct.embrapa.br


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.