Icomi divulga mensagem mostrando
a situação da empresa no Amapá


A Icomi- Indústria e Comércio de Minérios S/A divulgou uma "mensagem" pela Internet onde mostra a visão da empresa acerca da sua presença no atual momento da vida amapaense. A versão da Icomi é a que você lê em seguida:

"A origem deste interesse em entrar em contato com você, nasce de uma necessidade: esclarecer as pessoas que se interessam pelo assunto ICOMI e que gostariam de conhecer a visão da empresa sobre sua situação atual.

Neste ano e neste mês de maio, completam-se 50 anos de existência da ICOMI. No ultimo dia 3, num restaurante situado a beira de um igarapé em Santana, reuniram-se cerca de 30 trabalhadores, marcados pelo tempo e pelas lembranças de uma vida dedicada ao trabalho e a formação de suas famílias. Foram pioneiros na chegada da indústria de mineração ao Amapá e se identificam facilmente com a historia do Território e do Estado. Comemoravam a data de encerramento definitivo da ICOMI. Foi um encontro simples para compartilhar experiências de vida e reconhecimentos.

Em cada um deles podia se recolher estórias e historia, testemunhos vivos de uma trajetória importante para todos os que lá estiveram e para muitos outros amapaenses ausentes e descendentes.

Todas as empresas possuem um ciclo de vida. Muitas, são como organismos vivos. Nascem, passam pela infância, adolescência, maturidade e morrem. Algumas, como a nossa, deixam sementes.

A ICOMI foi implantada a partir de uma licitação pública pela qual tornou-se arrendatária de área de terras situada onde hoje existe o município de Serra do Navio, criado como conseqüência da existência da vila industrial que foi construída pela empresa.

A União, através do Território do Amapá, autorizou a ICOMI a explorar o manganês descoberto na região, mediante o pagamento de royalties e compromissos de investimento.

Nada existia na região, a não ser a riqueza mineral do seu subsolo-solo, a exemplo de muitas outras áreas ate hoje inexploradas, e que constituem riqueza potencial, sem gerar trabalho, renda, desenvolvimento e melhoria de vida para seus habitantes.

Foi a partir do arrendamento da área de exploração mineral, a qual se vinculou o termo de concessão da estrada de ferro (EFA), que a ICOMI realizou todos investimentos necessários para a atividade de mineração.

A empresa não recebeu instalações industriais, equipamentos, via permanente e material rodante da ferrovia, nem as mais de 300 habitações da Vila Industrial de Serra do Navio, também não recebeu os hospitais e escolas que ate hoje atendem a população.

Tudo o que existe foi realizado com investimentos da própria ICOMI, sem nenhum aporte de capital do Território ou do Estado do Amapá.

Por outro lado a empresa pagou cerca de US$ 277 milhões ao Estado, ao longo da sua existência. Também contribui para o desenvolvimento da região construindo outros empreendimentos, dos quais permanece ativo e com grande perspectiva de futuro a Amcel, hoje pertencente a International Paper, um dos maiores grupos internacionais do ramo de papel e celulose. Essa empresa, que adquiriu a Champion Celulose antiga proprietária da Amcel, tem planos de expansão para sua empresa no Amapá.

O que esta sendo relatado não pretende ser um auto-elogio. Apenas pretende-se esclarecer os amapaenses de que a ICOMI sempre teve responsabilidade social e sempre cumpriu suas obrigações fiscais, trabalhistas e ambientais.

Não é difícil se comprovar o tratamento que a empresa dedicou a seus funcionários durante sua existência. Basta conversar com quem nela trabalhou. Não há empresa perfeita como não há seres humanos perfeitos.

A ICOMI não assumiu sua função social por querer ser "boazinha", mas sim porque a empresa sempre enxergou sua responsabilidade social. Muitos anos antes de haver legislação ambiental no Brasil, ela já adotava uma política de preservação ambiental. A empresa não foi bater as portas do poder publico para pedir a instalação de hospitais e escolas; ela os construiu.

Não queremos nos estender em mais considerações, nesta primeira vez que chegamos ate você.

Gostaríamos de prestar-lhe informações sobre o que tem sido feito em Serra do Navio em matéria de meio ambiente. Queremos esclarecê-lo também sobre a questão tão pouco conhecida do arsênio em Santana, no Elesbão.

Ao terminarmos este informe, gostaríamos de registrar, com toda clareza, que a ICOMI deseja sinceramente concluir o processo de reversão de seus bens para o Estado do Amapá, numa condição de entendimento e colaboração com as autoridades estaduais.

Não poderemos, no entanto, assumir responsabilidades que ultrapassem nossas obrigações e nossa visão de responsabilidade social, que se construiu ao longo dos 50 anos de historia da empresa.

Temos a convicção de que, muito brevemente, serão retomados os entendimentos com o governo estadual para levarmos ao bom fim todas as questões que se relacionam com o encerramento definitivo da ICOMI no Amapá.

Nos próximos informes, se você quiser recebê-los, iremos considerar informações sobre: o processo de reversão de bens para o Estado, o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas em Serra do Navio, o impacto das atividades da ICOMI na saúde publica da população do Elesbão, as tentativas de remoção dos rejeitos industriais da área industrial em Santana, os investimentos em saúde, os investimentos em educação, e outros temas que possam ser de interesse.

Alem disso, se você tiver alguma duvida ou sugestão, basta enviar sua mensagem para o endereço do remetente desta mensagem.

Obrigado por sua atenção e interesse.

ICOMI


Nota da Redação- A exploração do manganês do Amapá, que a Icomi fez durante cinqüenta anos, foi mais um dos grandes projetos implantados na Amazônia para explorar as riquezas da região. Tudo, mas tudo o que a Icomi construiu ou pagou de salários, impostos, manutenção, foi pago regiamente com dinheiro do povo brasileiro. Findo o período do contrato - 50 anos- sobrou para o Amapá e para o Brasil, uma estrada de ferro sucateada, algumas casas velhas, resíduo de manganês contaminado, uma imensa cratera imensa em Serra do Navio, e o grande exemplo de um modelo de "desenvolvimento" que enriquece estrangeiros e brasileiros privilegiados, mas deixa o Amapá sem o minério e seu povo sem os benefícios que ele deveria proporcionar.

 


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Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.