HUMOR DE AMOR E MORTE
Exposição reúne os cartunistas Alexandre! e Ronaldo Rony,
tendo Wagner Ribeiro como convidado
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Humor de Amor e Morte é a exposição que reúne parte da obra dos cartunistas Alexandre!, Ronaldo Rony e Wagner Ribeiro. Não necessariamente sobre amor e morte, mas, com certeza, sobre humor.

O palco do encontro é o Hall do Teatro das Bacabeiras. A exposição, inicia dia 15 de julho e permanece no local até o dia 31, aberta para visitação a partir das 15h.

Sob a metralhadora giratória dos artistas o alvo é sempre o ser humano e sua suposta superioridade intelectual. Os fatos do quotidiano, a crítica política e a sátira de costumes estarão expostos em variadas técnicas e temáticas e em múltiplas modalidades: cartum, charge, quadrinho e caricatura. Uma pequena amostra dos trabalhos foi vista no novíssimo e badalado Bar Friends, durante dois fins de semana.

Eles estão tramando uma mostra do humor amapaense para breve, assim que conseguirem a proeza de reunir, sob o mesmo teto, na mesma mesa e no mesmo horário, todos os que trabalham com desenho de humor nesta terra.

Unidos pela arte e distintos em seus traços, os cartunistas rabiscam aqui seus auto-retratos:
• Alexandre! segue uma linha meio underground, tendo uma referência marcante em Angeli. Chargista e ilustrador da extinta Folha do Amapá, Alexandre! desenvolve um trabalho que acolhe com a mesma eficiência tanto a crítica de costumes quanto a observação dos fatos políticos. A caricatura é uma de suas fixações, procurando sempre o aperfeiçoamento e a experimentação de novas técnicas.

• Ronaldo Rony vem da escola dos fanzines (publicações alternativas), que proliferaram em Belém nos anos 80. Sua produção, que abrange as mais diversas temáticas, tende para uma visão poética da realidade, sem esquecer o seu lado mórbido, elegendo o suicídio como um de seus assuntos preferidos. Ex-editor da coluna Vertigem, da Folha do Amapá, hoje é a Vanguarda Cultural (coluna Faleidoscópio) que abriga seus desenhos. Recentemente um de seus trabalhos foi selecionado para o 8º Festival Internacional de Humor de Zemun - Iuguslávia, um dos mais tradicionais do mundo.

• Wagner Ribeiro é artista plástico por excelência, levando às galerias e outros espaços da cidade as paisagens privilegiadas do Amapá. Colaborador assíduo da imprensa local, Wagner vem desenvolvendo a face do humor no seu trabalho, diversificando ainda mais seu leque de atividades artísticas.

Serviço:
HUMOR DE AMOR E MORTE
Exposição dos cartunistas Alexandre!, Ronaldo Rony e Wagner Ribeiro.
Hall do Teatro das Bacabeiras, de 15 a 31 de julho. Abertura: dia 15, às 20h.
Contatos: 222-6506 (Patrícia Andrade).

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.