Desenvolvimento econômico
do Estado
esbarra na questão fundiária

A localização estratégica do Amapá, considerado a porta de entrada da Amazônia, contando com um porto próximo ao hemisfério Norte e extensas áreas planas ao longo de uma rodovia pavimentada, vem despertando interesse no exterior.

Esses fatores podem possibilitar que o Estado produza, a baixo custo, e venda com melhores condições de transporte. Pensando neste potencial, o Governo definiu três diretrizes para alavancar o desenvolvimento econômico do Amapá.

A primeira é a formação de uma base de informações ambientais, que envolve o conhecimento do Amapá em profundidade. Este conhecimento é produzido através do Zoneamento Ecológico Econômico, Gerenciamento Costeiro, Sistema de Informações Ambientais Georeferenciadas.

Estas informações serão colocadas num banco de dados chamado de WebGeo e estarão disponíveis via Internet. Além de informações ambientais, o banco terá informações de caráter econômico, social, político e de infra-estrutura.

A segunda diretriz é a Política de Ordenamento Territorial, onde serão definidas as zonas de ocupação, em função do que a base ambiental indicar. Através da geração deste conhecimento será possível pegar o mapa do Estado e definir, por exemplo, qual a vocação de uma determinada área dentro de um município.

Gargalo
Mas todo este trabalho esbarra na questão fundiária, que acaba engessando o desenvolvimento do Amapá. Atualmente, o Estado jurisdiciona apenas 11,67% das terras dentro do seu território.

Esta situação se reflete principalmente no que se refere à função social da terra. Os pequenos e médios produtores não conseguem financiamento em bancos porque não podem dar como garantia suas terras, já que a maioria delas pertence à União.

A questão da transferência de terras da União para o Estado começa a ser discutida pelo Governo do Estado, Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a sociedade civil organizada em reuniões de trabalho.

A discussão com o Incra começa com os 105 mil hectares devolvidos pela empresa Chamflora à União. Pelos levantamentos preliminares do instituto, há ainda cerca de 3,5 milhões de hectares de áreas disponíveis. O que para o Estado representa terra suficiente para definir os pólos de desenvolvimento.

Nestas áreas podem ser desenvolvidas diversas atividades produtivas, como o cultivo de grãos, a criação de animais, o manejo florestal e outras que trarão resultado social, mantendo o equilíbrio ambiental.

“Todo mundo quer vir para cá, mas nós não podemos simplesmente abrir as portas e dizer venham. Nós temos que dar prioridade para o nosso pessoal, que tem a nossa cultura, que sabe lidar com a terra. Isso logicamente incomoda muitas pessoas. Isso pode mexer com situações de poder que não estão centradas na legalidade. Nós queremos legalidade na ocupação das terras para que possamos inclusive cobrar a produção”, avalia Alberto Góes, secretário especial de Desenvolvimento Econômico.

Durante a última reunião de trabalho, realizada na segunda-feira, 12, ficou definida a competência tanto do Governo do Estado, quanto do Incra para que o processo de transferência seja realizado o mais rápido possível.

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Titica
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Perau
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Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.