Empresários do interior do Amapá
se preparam para o Festival do Pirarucu.

Na oitava versão do evento a população se qualifica para apresentar iguarias e serviços de qualidade para os 8 mil visitantes que estão sendo aguardados no município de Cutias do Araguari.

Denyse Alexópulos

Acontece no período de 30 de julho a 01 de agosto, em Cutias do Araguari o 8º Festival do Pirarucu. O Pirarucu é um peixe exclusivo da Bacia Amazônica e característico das águas calmas. É considerado o 'rei do rio' pelo seu tamanho. Chega a alcançar três metros e a pesar mais de 150 quilos. Suas escamas são grandes e rígidas e podem ser usadas como lixas de unha, ou como artesanato na forma de chaveiros, ou simplesmente vendidas como souvenirs.

A carne do Pirarucu é suave e usada em pratos típicos da região. Pode também ser preparada de outras maneiras, freqüentemente salgada e exposta ao sol para secar. Se fresca ou seca, a carne do pirarucu é sempre saboreada em qualquer receita. O pirarucu ainda não é uma espécie em extinção.

A prefeitura do município em parceria com o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Amapá, capacitou ambulantes na área de manipulação de alimentos. Cursos de doces e sobremesas e de atendimento ao cliente foram prioridade para ser o diferencial este ano. O objetivo foi dar melhor qualidade nos serviços oferecidos no evento.

Segundo o Secretário de Turismo, Esporte e Cultura do município de Cutias do Araguari, Vank do Carmo, "inicialmente estamos com um cardápio de 16 pratos feito com o peixe Pirarucu". Conhecido também como o bacalhau da Amazônia, o peixe desperta a criatividade da população, entre os pratos preferidos está o 'Pirarucu à Pororoca' que é uma salada fria, com pirarucu desfiado e frutas típicas da Amazônia. "O nome é sugestivo, já que a região é conhecida pelo surf na pororoca", disse Vank.

Ano passado a grande sensação do evento foi o hamburguer de pirarucu. Na oportunidade foram comercializados mais de mil e quinhentos sanduíches, além da pizza e lazanha de pirarucu. Consta na programação a apresentação de cantores locais e de renomes no caribe, desfile para escolher a rainha do festival e como atração, uma banda de Macapá.

Distante da capital, Macapá, 135 km para chegar a Cutias do Araguari o acesso é pela estrada AP-070, Rodovia do Curiaú ou pela BR-156, entrando no Ramal conhecido como Pinhal. O festival será no Malocão da Beira Rio, com 300m2, às margens do Rio Araguari. Sua nascente está na Serra do Tumucumaque seguindo em direção ao Atlântico. Durante seu percurso forma 36 cachoeiras ao todo, entre elas a Cachoeira do Paredão, da Anta, do Arrependido, do Arrependidozinho, das Pedras, Mungubas e outras.


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.